quarta-feira, 20 de abril de 2011

Nanopoemas e nanotecnologia

Abro este post com os nano versos:

Fazendo versinho pequenino, o poeta exercita o dedo mindinho.

Anorkinda 
http://anorkinda.webnode.pt/nano-poemas/


Outro dia estava pensando, o homem é avançado nas suas ideias, mas ao mesmo tempo é tão medonho, sim, pois pode manipular coisas minúsculas como os próprios átomos, e os cientistas da ₢Intel foram capazes de enfileirar átomos de ouro para criar as pistas eletrônicas do chip processador, outros fizeram um nano guitarra da ordem de nanômetros, e atualmente há o desenvolvimento de nanos rôbos e células artificiais. Incrível! Mas o hiperincrível é que os seres humanos que podem realizar esses atos quases impossíveis não podem acabar com a fome, ou simplesmente não se matar ou destruir a natureza, ou seja, não são capazes de amar com altruismo, não podem ainda transcender o amor egolátrico e usufruir do amor pleno.


Assim, o homem inventa coisas fantásticas como casas automatizadas, supercomputadores, remédios inteligentes que atacam os invasores de modo certeiro, duplicação de células e orgãos, novas substâncias e novos materais, no entanto a depressão continua aumentando em meio as grandes descobertas nanotecnológicas. Nano, do grego, significa anão, ou seja, a escala de trabalho desses pesquisados é da ordem de milionésimos de milímetros, assim Richard Feynman, precursor desse caminho traduz o pensamento com o título da sua tese "Há muito espaço lá no fundo", ambígua quando se vê quanto vazio o ser humano tem no fundo da alma nos últimos anos, o que, ao meu ver, é causa da exclusão, violência e depressão.

Bem, não é um caminho ruim, pois a maior promessa encontra-se na medicina, no intuito de salvar vidas, ou seja um passo para a cura do câncer. Outra coisa são as doenças que causam cegueira com a catarata, que com o nanocolírio que impede a formação de inflamações que produzem a opacidade do cristalino. Mas como sempre, todo bem que essa tecnologia pode trazer esbarra na busca desenfreada do homem por poder e somente seus interesses.

ESCALA NANOMOLECULAR

     
Formiga - 5mm                             Cabeça de alfinete 1mm                Ácaro - 0,1 mm


   
Fio de Cabelo - 0,05 mm              Nano Engrenages perto de formiga     Glóbulos vermelhos
                                                                         0,01 mm                               0,001 mm
    

Nano tubos feitos de átomos           Síntese de ATP, molécula que              Hélices de DNA
de carbono 0,0001 mm                   ao ser quebrada gera energia               0,000001 mm          
                                                       as células. 0,000001 mm                     ou 1 nanômetro




Saiba Mais

Síntese de ATP
http://www.fomosplanejados.com.br/capitulos/assuntos/assunto.asp?codcapitulo=22&codassunto=79&numero=6

Nano Tubos de Carbono

http://www.inovacao.unicamp.br/report/news-nanotubos.shtml


Nanopoemas


Bem, como o artista não pode negar a realidade, pois a sua visão de mundo é codificado na arte, essa nanotecnologia vem inspirando poetas, assim podemos conferir os nanopoemas, ou poemas-esculturas.

Foi assim que, nesse momento tecnológico, o professor e físico Luiz Henrique Tizei, doutorando do instituto de Física da UNICAMP, grafou um verso de Arnaldo Antunes, com a palavra INFINITOZINHO em um fio mil vezes menor do que um fio de cabelo.


Fotografia feita em microscópio especial mostra o "nanopoema" de uma palavra; trata-se do primeiro do gênero feito no Brasil
Fotografia feita em microscópio especial mostra o "nanopoema" de uma palavra; trata-se do primeiro do gênero feito no Brasil

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u556683.shtml




Artigo: NANO ARTE, A POÉTICA METAFÓRICA
http://www.anpap.org.br/anais/2008/artigos/142.pdf





Boa ideia no verso...teia à toa.


© Anorkinda
fonte: http://anorkinda.webnode.pt/nano-poemas/






NANO POEMA


Pê
E
Q
U
E
eNe
I
eNe
O


©Wagner Ortiz - BN 178-2/299-3


Nano Dilúvio


Comovente verso
Faz chorar a alma
Do poeta imerso.


©Wagner Ortiz - BN 178-2/299-3


Nano Rima

Ri
"di"
Ti,
Morri.



©Wagner Ortiz - BN 178-2/299-3


Nano Música


PRESTÍSSIMO
QUARTI
FUSA


©Wagner Ortiz - BN 178-2/299-3





 



2 comentários:

Anorkinda disse...

Olá!
Que surpresa boa, não só ter dois Naninhos mes aqui, mas tb conhecer teu trabalho!

Parabens pelo conjunto da obra.

eu amei isto aqui:

Nano Rima

Ri
"di"
Ti,
Morri.

Tão Porto-alegrense.... hehehe

Nano-abraços!

PATY disse...

Olá Wagner,

novas tecnologias e formas de expressão, FUTURO!

Muito bom!

Bjokas SU :)