segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Nunc Plangite!




Nunc Plangite!


Temer malus rex regnandi est

"Mecum omnes plangite!"


Felix e beatus eramus,

Rota vitarum volvitur

Nunc sumus pauperibus.


Temer malus rex regnandi est

"Mecum omnes plangite!"


Quicumque potesta ejus usurpat ?

Populus Brasiliensium?

"Mecum omnes plangite!"


©️Wagner Ortiz

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Tradução Literal





Agora, chorai!


Temer, rei mal, está reinando;

Todos, chorai comigo!


Felizes e abençoados éramos,

A roda da vida gira,

Agora somos pobres.


Temer, rei mal, está reinando;

Todos, chorai comigo!


Quem que usurpará seu poder?

O Povo Brasileiro?

Todos, chorai comigo!






©️Wagner Ortiz

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Orquídea







Que dizer dessa cena?

Alguém que adentra,

Sorrateiro e sombrio

Com passos leves serenos,

Penetrando no teu quintal.


Para quê?


Para roubar flores!


Meu estimado vasinho

Com esmeradas orquídeas

Coloridinhas e juvenis.


Se não me fosse triste,

Se não me fosse confuso,

Se não me fosse poesia!


©️Wagner Ortiz

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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Aversões




Aversões


Averso é tua vereda patética,

Que resolveste seguir sovina

No uso da tua vara rançosa.


Beijas tua própria boca cética

Comes tua exclusiva mofina

Gozas tua mão buliçosa.


Até onde, meu Deus, teu torpor?

Vais nessa rompante decisão

Matando com dolo e com dor.


Até onde suportas aversões?

Até onde tua face sobressai?

Andas sabida tuas transgressões

Mas deleita-te insensível, confessai.


Ainda que a faca ceife o quinhão

Ainda que a virtude deixe o andor

Ainda que a comida seja ração!


Confessai!


©️Wagner Ortiz

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Todos os direitos reservados ao autor

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Minha presença




Minha presença

Sou peça solta,
Sem mesmo jeito,
Escapando revolta,
Rota, frouxa em teu peito.


Sou taça vazia
Da bebida sorvida
Da boca assassina
Da menina atrevida.

Sou reboco caído
De tua casa ferina
Onde eu fora cabido,
Agora aberta ferida.

Sou toco podre
Do teu teto moreno
Que abrigara o odre
Antes de puro veneno.

Sou o soluço sofrido
Do teu âmago faminto
Que fora em mim nutrido
Invés de teu regime destinto.

Sou dinheiro esquecido
Que já fora feliz guardado
Do teu esforço merecido
Hoje, centavo descabido.

Sou, de ti, todo falido,
Indo-me sabido de tua mentira
Onde caminho irresolvido,
Irretratável na tua ferida.

Minha estrela dourada brilha
O cometa teu céu risca
Sempre seguindo tua trilha
Ainda que recuses doce faísca.

©Wagner Ortiz
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Príncipe Sapo



Príncipe Sapo


No charco do teu olhar
Repousa sapo obeso,
Dentro do teu gostar
Nada há, jamais coeso.


No desprezo de teu hino
Não ilumina a luz do luar
Nem há apreço do supino,
Quedo, mudo teu falar.


Insosso teu diáfano falar
Disfarçada tua repulsa
Confundindo-a em resiliência
Na tua infulgência de amar.


©️Wagner Ortiz

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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Ouro de Olhares


© by Wagner Ortiz Reg. BN 178-2/299-3 PPF8
A imagem pode conter: 1 pessoa, óculos
Homenagem aos meus tios queridos por Bodas de Ouro


Ouro de Olhares

Olhar com um sorriso desses...
Um para outro...
Respondê-lo à altura,
De forma mútua,
Após 50 anos?

É para poucos!

O ouro de olhares
Não é para fracos,
Exclusivo dos colossos.

Eles aprendem do amor
Transformando-o
Ainda mais bonito,
Ainda mais excelso,
Dando-nos a lição:

Viver a vida 
É viver amando
Do início
Ao fim!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Osso duro by Wagner Ortiz

Osso duro


Por mais vontade ter,
Ainda mais boa vontade ser,
Tentando a amizade,
Corroborando com o humor,
Segurando o impulso da dor,
Seguindo teu áspero caminho,
Ainda desejando ideias novas,
Realizando nos dias o meu insatisfeito,
Abrindo mão do meu mundo,
Forcejando a luta de cada momento.


Quero um único prato de sopa:
Sobra-me sempre osso duro,
Osso de mim.

€Wagner Ortiz
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111020171056
Todos direitos reservados

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Prioridades by Wagner Ortiz

© by Wagner Ortiz Reg. BN 178-2/299-3 PPF8

Prioridades


Fora para ti o que ainda não sei,
Fui, pelo teu julgamento, o que não sou.
Sou aquilo que você nunca enxergou.


A vida, só se aprende vivendo;
O amor, só se ama permitindo;
A alma, só se percebe com o tempo.

Fora eu para ti vida desvalida,
Depois alma despercebida,
Canseira na tua amarga ferida.

A vida, que foi minha ida,
Mas não fora por ti escolhida,
Deu-te tempo, mas você cega ainda.

Fora toda obra para ti dispensada,
Com amor, toda bela, dedicada,
Mas tua alma não amou ainda.

A fala te oferecera tal ajuda,
Mas o mote que preferira, muda,
Do dote doce não recebeu ainda.

Das coisas que capitais elegera,
Vida sem gosto, megera,
Do roto nesse meu rosto torto.

Fora horto de um doce encanto,
Fui torto pelo teu desencanto,
Sou alma, tua vizinha, toda nua.

A vida, só se vive em liberdade;
O amor, só se ganha libertando;
A alma, só se enxerga amando.

Sociedade Homolitteras
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© by Wagner Ortiz, 2017

domingo, 8 de outubro de 2017

Prioridades by Wagner Ortiz


Prioridades


Fora para ti o que ainda não sei,
Fui, pelo teu julgamento, o que não sou.
Sou aquilo que você nunca enxergou.

A vida, só se aprende vivendo;
O amor, só se ama permitindo;
A alma, só se enxerga com o tempo.

Fora eu para ti vida desvalida,
Depois alma despercebida,
Canseira na tua amarga ferida.

A vida, que foi minha ida,
Mas não fora por ti escolhida,
Deu-te tempo, mas você cega ainda.

Fora toda obra para ti dispensada,
Com amor, toda bela, dedicada,
Mas tua alma não amou ainda.

A fala te oferecera tal ajuda,
Mas o mote que preferira, muda,
Do dote doce não recebeu ainda.

Das coisas que capitais elegera,
Vida sem gosto, megera,
Do roto nesse meu rosto torto.

Fora horto de um doce encanto,
Fui torto pelo teu desencanto,
Sou alma, tua vizinha, toda nua.

A vida, só se vive em liberdade;
O amor, só se ganha libertando;
A alma, só se liberta amando.

Sociedade Homolitteras
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© by Wagner Ortiz, 2017

sábado, 7 de outubro de 2017

A tempo by Wagner Ortiz


© by Wagner Ortiz Reg. BN 178-2/299-3 PPF8

A tempo

Dizem que sou velho,
Mentira, da vida velhaco.
Dizem que sou antigo,
Calúnia, uma página anterior,
Já fui lida, vivida, relida.

Já passei pela primeira,
Da segunda, vida inteira
Cheguei à idade, a terceira,
Enciclopédia dos ingênuos,
Dicionário amplo da vida.

Para alguns, um tanto importuno,
Para outros baldio, sem rumo,
Mas o fato dos seus dissabores
É que por inveja sentem suas dores
Já que pela vida fui eleito a sabido.

Eu sigo meu caminho há tempo,
Cumpro meu destino, a tempo.
Muitas vezes, reles invisível,
Mas deixei obra visível, tangível,
Estais nela, presente, por mim trabalhado.

Deixai que neguem os velhos.
Deixai que recusem os velhos.
Deixai que vivam loucos,
Há tempo, deixai-os.
O tempo, faça-os.

Sociedade HomolitterasBN Reg.17822993-03102017XB2300
© by Wagner Ortiz, 2017

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Inclusiva, professora by Wagner Ortiz


© by Wagner Ortiz Reg. BN 178-2/299-3 PPF8

Inclusiva, professora

Lições da vida, de longa lida,
Que levo cada dia à ida,
Um nó no peito toda despedida.

Lições da vida com cores tantas,
Que se misturam todas à alegria,
Mesmo diferentes, cor me encanta.

Plantando nas mentes o respeitar,
É uma lição ser diferente, inteligente,
Quero corar a sabedoria no meu pensar.

Não sou perfeito, de tantos defeitos,
Um simples aceitar ao outro, seu lugar,
Amar de todo jeito, do fundo do peito!

Devo a minha professora, tão linda,
Vivê-la vida inclusiva, sem partida,
Nada a deriva, só adir ainda.

Essa lição vivida é sem despedida,
Todos podem aprendê-la, entendê-la,
Pra levar que amar é lição pra vida.

Sociedade Homolitteras
BN Reg.17822993-03102017XB2300
© by Wagner Ortiz, 2017

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Torso by Wagner Ortiz

© by Wagner Ortiz Reg. BN 178-2/299-3 PPF8

Torso


Olhei-te, torso nu,
Salta-me instinto,
Profundo poetil sinto
E cá estou escrevendo
A impressão, tela bela
Que na mente martela.


Sociedade Homolitteras
BN Reg.17822993-04102017X2323
© by Wagner Ortiz, 2017

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Fortuna by Wagner Ortiz


© by Wagner Ortiz Reg. BN 17822993 PPF8

Fortuna


Desafortunada a sina
Da minha menina, talha,
Corta-me o remanso, “nosso”,
Abrindo-me até o osso
Da casa discreta de palha
Donde flecho a fina.

Fortuna fartura faz,
Na lama do poeta,
Desenho no oco,
Remendo de reboco,
Nessa casa discreta
De janela aberta jaz.

Pele, tua tela, fortuna.
Bela sina, a nova cela
Dessa casa velha
Sem aferro de telha,
Que já teu olor, marcela
Enche formosa, me enfuna.


Sociedade Homolitteras
BN Reg.17822993-03102017XB
© by Wagner Ortiz, 2017

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Jardim Helicoca



Jardim Helicoca

Helicoca ato ignominioso, argH!
Estupefato fiquei do nefário, incólumE!
Lícita, é a obra colombiana boçaL?
Insurgindo, vi nos ares, sorrateira sucurI,
Com péssima carga, peçonha, etC;
Ofegando mentiras, ainda com descasO.
Corroborando vem a justiça como um TitaniC
Afundado na falta de vergonha absolutA!


©Wagner Ortiz
Todos os direitos reservados.
BN Reg. 178-2/299-327082017DT1408

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

18 de Setembro by Wagner Ortiz


18 de Setembro

Amor dourado,
Alma feminil,
Minha música!

Que em teus dias tenham:

A paz santa mais balsâmica,
O calor do sol mais vívido,
O perfume da tua cor amada.

E te homenageiem:

O teu anjo em nossa paz
O teu doce áureo em nossa pele
A tua frescura em nossa alma.

Teus dias sejam nosso céu,
Com nuvens de flores vermelhas
E Gotas de chuva prazenteira.

Feliz Aniversário!

©Wagner Ortiz
Todos os direitos reservados.
BN Reg. 1782299318092017WO

Wagner Ortiz
São Caetano do Sul, 18 de setembro 2017.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Nosso tempo




Nosso tempo


Um momento apenas.
Ciumento do tempo
Sem essas duras penas,
Livre em teu passatempo.


©Wagner Ortiz
Todos os direitos reservados.
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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Ida-vindas


Ida-vindas


Meu pé soluça
Da ida sem jeito
De minha alma ruça.
Do ânimo - luta;
Dos olhos - desterro;
Dessa Ilíada resoluta.


Mas nas ida-vindas,
Escola da vida,
Fôrma tão linda,
Tantas vezes vivida
Minha façanha,
Odisseia, revisita ida.


Wagner Ortiz
06/04/17

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Caminho




Que o caminho nos seja o Sol,
Que o descanso nos seja o luar,
Nossa igreja seja a abóboda azul
Nossa prece as estrelas celestes,

Conduzi-nos o eternal amor em nós.


(W. Ortiz)

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

PRA QUE TEMER?


PRA QUE TEMER?

Entrincheiremo-nos nas ruas,
Mesmo sobre sol negro e pó de assalto,
Batamos fortemente os pés,
Trincando esse chão manchado de democracia.

As botas calcem as pedras,
Os pés tremam e urrem,
As mãos limpas agitem
E os gogós sejam sólidos.

Que nos entrincheiremos na rua,
Sem temer, sem morrer,
Só dizer, dizer com monumental uníssono grito:

PRA QUE TEMER!? NÃO TEMAMOS!
FORA TEMER, NÃO AO GOLPE!

Que nesse bramido estrídulo
Se estaque no peito o Vampiro,
E se decepem os pescoços dos lacaios Igores,
Esses comedores de moscas e baratas
Nascidos do sangue putrificado, pisado,
Esse sangue que fora verde e amarelo.

Que aniquilemos ao opressor com a turba o peso:

PRA QUE TEMER!? NÃO TEMAMOS!
FORA TEMER, NÃO AO GOLPE!

Que fechemos o punho da Mão Latina de Niemeyer
Que em sua equitativa hemorragia se afoguem os mortos-vivos,
Que a pátria trucide esses espúrios, "filhos da perdição"!

Entrincheiremo-nos nas ruas,
Mesmo sobre sol negro e pó do assalto,
Batamos fortemente os pés,
Trincando esse chão manchado de democracia.

Entrincheiremo-nos nas ruas!

Sociedade Homolitteras
BN Reg.178-2/299-3

© by Wagner Ortiz, 2016

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Mano velho!





Mano Velho!

Mano velho, devo-te mais do que parabéns,
Já que sempre foi o meu inspirador Ser,
Foi quem despertaste vento em mente,
Plantaste aqui, nesse mar, vontade do saber!


Por teus bons exemplos foste mestre,
Tornaste-me o que sou: flor de lis.
Contigo aprendi a gostar de ler,
Aprendi a gostar dos livros.


Degustei os ouvires do LP e Recorder,
Embalando-me
Em Beethoven, Mozart, Bach
Por meio dos teus velhos discos.


Foi naquele velho armário
Onde você guardava teus livros e trecos
Onde compreendi a História,
O valor de guardar as lembranças.


Planeta onde eu me trancava para me soltar,
Para descortinar os mundos dos teus livros.

Achei uma flautinha de plástico
Que foi simbiose profunda.
Eu conheci o mundo inteiro 
Por meio de tua enciclopédia GEO,
Em Teu Sertão Veredas,
Em teu "Os Sertões" e no "Tempo e o Vento". 

Cresci e contigo apreendi os valores humanos,
A humanidade e a irmandade.
Cresci e espalhei os valores humanos,
Ensino a humanidade que há na letra. 

Obrigado pela carona no "Trenzinho Caipira",
Pela paciência, pelo carinho,
Coisas boas que herdou da doce Glória,
Do artesão que nos fez, para compartilhou comigo!

E irmão não é para isso, para compartilhar o que tem?

Feliz Aniversário!
Teu maninho, Wagner Ortiz.


Sociedade Homolitteras
wagner.ortiz@hotmail.com
BN Reg.178/2-299/3
© by Wagner Ortiz, 2016