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domingo, 13 de dezembro de 2015

Rir e fazer verso by Wagner Ortiz


Rir e fazer verso

18/09/2010
 Sabe,
Estes dias não foi de verso pra mim,
E olha que tentei!
Eles me escapam,
Nenhunzinho aparece,
Nenhum ritmo,
Nenhuma rima,
Nada!

0!

Fazer o quê?
Nada.
Somente esperar que eles venham,
Daí nas tardes fagueiras
Quem sabe poder rir.
Então me façam sempre sorrir.
Riamos agora, versos danados!


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Ortiz, WagnerOrtiz, Wagner
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Contemporary / 2010
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sábado, 12 de dezembro de 2015

Rima com hipopótamo existe? by Wagner Ortiz


Rima com hipopótamo existe?

03/09/2010
http://homolitteras.blogspot.com/2010/07/rima-com-hipopotamo-existe.htmlMinha casa

Sr. Hipotótamo
Pergunta ao caxinguelê,
Menino Serelepe,
Peludo indiscreto:

- Rima com hipopótamo existe?

- Deixe-me tentar:
Um bom miopótamo
Do Zoo de Otamo
Ri do hipopótamo!

Cara sissuda,
Fuço empinado
Discurso ignoto

Nada discreto.
 
Responde o popotão:

- Um tanto esdrúxula
Rima excêntrica
Um estapafúrdio,
Coisa antípoda!!

Tanto cacófaton
E nada bíparo,
Um cavicórneo
Septadáctilo!

Surreal Dali,
Igual seus probóscides
Grafados bísaros
Em telas feníxoras!!!

- Quêêêêêêê?????!!!!
"Exclaperguntou" aploplético.
Então, nada disfônico,
Escancarando a bocarra diz o popotão:


KKKKKKKKKKKKKKKKK!

- "Deixa disso camarada"
Que  coisa mais chata!!!
Chama-me  zovo
Que rima com ovo!

©Wagner Ortiz - reg. 178-3/299-3

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Poeta caçador by Wagner Ortiz


Poeta caçador

03/09/2010
Caço o indizível,
O crespúsculo-ser,
Uma chispa da chama
Que arde no olhar,
No sorriso,
Na beleza.

Traduzo-a
Por ser poesia
Por ser música
Por ser beldade
Por ser cor
Por ser sabor,
E por ser perfume da flor,
Singela flor carmim
Que carrega toda paixão!

©Wagner Ortiz
Todos os direitos reservados ao autor
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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O encantou acabou-se by Wagner Ortiz

O encantou acabou-se

Era uma vez
Um Sebastião doce
Que se atordoou salgado
E o encantou acabou-se.

Que pena...

Sua obra doce
Doçura sempre contente.
De acurada lente,
Se o homem salgado não fosse.

Salgado agora,
O encanto que me cora,
Corre na minha face
Lágrimas ardidas, salgadas.

Que pena...

Um Sebastião doce
Que se perde na lama,
Que turva sua lente, se difama,
E o encantou acabou-se.

Resta agora, Salgado,
Que a força do teu sal,
A luta do teu doce divinal,
Não se cale diante do mudo urro do Rio Doce.

©Wagner Ortiz​


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Vida Concreta: Wagner Ortiz


Vida Concreta

18/12/2007
Sem comentários!!!Wagner OrtizSanto André
Há um mundo novo
Num turvo tempo.
Um mundo velho
Forte, mudo e duro.

Há paisagens novas
Num mundo velho,
Mutação veloz
De modo atroz.

Há velhos mudados
E jovens desterrados
Num mundo novo
Em que se morre mais.

Poderosas, massacrantes, desiguais e injustas
Classes velhas que ininterruptamente serão as mesmas.
E serão as mesmas velhas classes aniquiladas
Em outrora, nalgum tempo, agora...

A alma acriançada da frágil inteligência morta está.
Já que os “mundanos novos” amam a si
E o seu novo mundo concreto, insípido,
Fastioso, velhaco, tresloucado, decrépito.

É deles morada e vida,
Nutrida pelos tostões sangrados dos vermes,
Descascada e seca como jazigos que os esperam
Para uma vida concreta.

Vida concreta que muda o fato concreto.
É forte e dura.
Traga ao léu.
Traga velhas classes e tragadas classes velhas.

Cá não há tais classes.
Cá não há concreto.
Cá só há o concreto.
O concreto estado tal.

Amém.

©Wagner Ortiz

domingo, 8 de novembro de 2015

Sonhador, by Wagner Ortiz


Sonhador

18/12/2007
Wagner OrtizSanto André
Você é mistério, profundo desejo,
É luz alva que ilumina dentro de mim.
Linda, magnífica, belo Serafim,
Alguém que despertou alegria em mim.
Irrepreensível, casta, pura, angelical,
Rica e formosa um deleite colossal,
Abastada de sutil doçura e beleza
Da mais alta posição da realeza,
És rainha majestosa da flora brasileira.
Suave é a cor dos seus lábios flamejantes,
Inócuos, virgens como nunca antes,
Pois dão esperança a mim, pobre comum,
Verme desprezado outrora sem amor nenhum.
Agora posso por um milagre
Insistir no desejo de ser alegre.

©Wagner Ortiz

sábado, 7 de novembro de 2015

Para ti, meus pedaços! by Wagner Ortiz


Para ti, meus pedaços!

18/12/2000
Wagner OrtizSanto André
I
Junta
Estes
Cacos
Meus,

Pois
São

Tuas

Estas
Lascas
Minhas,

Puras
Linhas
De homem (...)

II

Tão breves,
Pequenas,
Serenas
E leves

De um pejo
Inócuo
Que arrisca
Enunciar

Meus máximos
Desejos
Ocultos

Que fluem
Do fundo
Do peito. (...)


III

 E discreta
A caneta
Religiosa,

Vai juntando
Meus pedaços
De poeta

E agradeço
Os teus gestos
Tão honestos
De amiga


Pois conheço
O desvelo
Que me tens. (...)

IV

Busco alento
Neste momento,
Muita ternura
Que me há de ser

Todo tesouro
Que irei ter,
Um bebedouro
Só de prazer.

Se, com mui sorte,
Fugir da morte,
Peço as fadas:

Lancem em ti salvas
De alva meiguice
Pra eu te encontrar. (...)
V

Que a morte há de vir
Sabemos nós todos,
Mas sabem das fadas?
Da alva meiguice?

Que a flor desabrocha
Sabemos nós todos,
Mas sabem dos beijos?
É quando que vem?

Dos teus, na lembrança,
Bens sabes a que horas,
Mas sabes das fadas?

Não fujas das fadas,
Que hão de envolver-te
Em cúpidos beijos. (...)

©Wagner Ortiz

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Nascimento by Wagner Ortiz


Nascimento

10/12/2007
Assim vim ao mundo.
Estou aqui para amar. E também para salvar.
Vocês são minha vida!
Wagner OrtizSanto André
Duas células unem-se do amor
E semeiam o vácuo ventre contente
Da mãe feliz que muito sorridente
Da boa sorte, vive o encantador.

Fui pueril semente presa e liberta
E vivi na treva vital meu mundo,
Experiência de um caos profundo
Que é suma consciência descoberta.

Meus primogênitos fótons de luz
Que me levaram a conhecer o terno
Foram as impressões do amor materno.

Nas entranhas caóticas qual cruz
Que me impinge à vida, fez- me ser seu,
Deveras da mãe gentil nasci eu.

©Wagner Ortiz



domingo, 4 de outubro de 2015

Bolhas de Sabão by Wagner Ortiz


Bolhas de Sabão

05/12/2007
Email
Olha as bolhas de sabão,
Redondas, cheias de cores,
Cheias de ar e de encanto!

As crianças brincam tanto
Nem vêem as suas dores
Delas estourando no coração.
Elas vão bailando no céu,
Misturam-se umas às outras
Cantando e acariciando o nada, o vazio.

Mas o que importa nestas horas?

O sonho transparente, etéreo,
Realizado numa curta dança
Que faz brilhar os olhos das crianças!

© by Wagner Ortiz
Reg. BN 178-2/299-3 BS

quinta-feira, 16 de junho de 2011

AS ARTÉRIAS DA PEDRA by M.Chamie


AS ARTÉRIAS DA PEDRA


A pedra não filosofa.

Ela bloqueia no seu bloco

de pedra o pensamento

e a sua corda.

A pedra não acorda as coisas

nem dá corda

para metafísicas plangentes.

No seu bloco bloqueado,

a pedra dispensa a ânima

e o ânimo do fluxo líquido

das correntes.

A pedra não corre.

Ela se estaca

e se adensa

no lugar em que se assenta.

Quieta,

a pedra é menos lição

e mais experiência.

Contra ela batem coisas,

batem ventos

e batem outras pedras

diversas.

Mas ela não se move

nem se dispersa

em sua imóvel

siesta.

Nem no sono de sua siesta,

a pedra regurgita por dentro

algum pétreo

som de estômago.

Ou algum flúor

indômito

de qualquer ânsia

de vômito.

A pedra não metaboliza

nem expulsa seus alimentos

nos íntimos arcanos

de seu templo.

Ela concentra nos intestinos

de sua natureza

a cúpula fechada

e a argamassa espessa

de sua igreja.

Isto porque a pedra

mais dorme

do que come.

E o sono dela não é nem sonso

nem elétrico.

Seu sono de pedra

não é o sono épico

ou lírico

de um homem que sonha leve

e aceso.

Bem ao inverso,

seu sono,

de chumbo eterno,

é um sonho paralítico

e paquidérmico.

Tanto que,

silêncio calmo,

as artérias da pedra

são átomos

que, dentro dela,

não se explodem,

compactos que são

em seus ásperos

conformes.

Pois esta é a ciência

de seu nome: - a pedra

não tem as artérias

das árvores,

nem as artérias de nosso corpo

plantado nas veias

de nossa carne.

Dessa ciência,

a diferença nasce,

magna e plena,

entre a pedra

(com o minério esquivo

do seu todo exposto)

e a nossa carne

(com o mistério vivo

no peso de nosso corpo).

Por isso,

a diferença da ciência

da pedra

está no confronto

pronto de suas artérias.

E a diferença é esta:

- As artérias da pedra

só se fixam no todo

dos seus átomos exangues

e impávidos.

Assim inerte,

a pedra inscreve

o império

de seu monólogo fechado.

- As artérias do corpo,

ao contrário,

só se movem na carne

do nosso sangue

e seus intrépidos coágulos.

Assim ativa,

a carne aviva

o espelho

de seu diálogo sangrado.

Autor:
Mario Chamie

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Carta Humana Pós-Internet



Carta Humana Pós-Internet

Preciso de uma inspiração fortíssima do vento ventante ventríloquo que vente na mente do poetaintrínseco que preparapalavras poéticas sem mesura acompassadas fervuras ferventes que penetram no caos-tudo caos-mundo sem-fundo uni-verso meu mundo galático de puta pensamentos conectos coesos coelhos coalhadas palavras de um livro enterrado na mente pensante intrigante vibrante devaneiante perplexante traquilante serenante humanante artísticante musicante poetante ou seja homosapiensante de iluminura razura de revoluções dos filos da fia Dante John Miguelangelo Galilei Rafael Plutarco Platoso Da Vinci Erasmos Vieira Camões e maismaiores filos da fia que espelham as ideias ideiescas à aideias dos desvalores capitalizantes fantásticos, precisa-se urgente de momentos líricos-artisticantes, sem o veneno que formam desformam enformam reenformam e embalam as razões em teias de idealizações mentirosas de puras utopias de fantasioso-homocordissapiens sentidos sem tidos razidos arrazoados, mas escravizados em correntes alucinógenas da droga "globalizaçãoignorantorummundisincapitalismusdesenfreadoedegolatriahedonita" de fórmula:

Inconsciência+dependência+fantasia+mercado+fastfoods+sertanojo+ignorância+desinformação+egocentrismo+ainsanaveneracaopital+ spleensatanismofunesto+anjoenexistente+ditadura+manipulaçãototaldevassalamente+massasescravos+mídiaescrotajornalixão+descidanização= coprofagiainstauração


Essa droga herculana se enraiza mesmo até nas artes sacrificadas seja pelo veneno idealizante de pósneomeganeoultraneomodernoromantismo sacrificante ou nas telasartesletrasartesmúsicaartescinemartesetc.artes, esse vírus patético repetesco que massacra  as ideias novas, leva a pior, pois estão tóxicas no sanguemental da vida dos poetamundos mundopoetas músicomundos cineastamundos pintoresmundos... antes fossem todos outrosmanos envenenados e velhos.


Resta afinal alguma conexão entre as reformas idealizantes de andrades, campos, koellreutters, bergs, schönbergs, saramagos, dalis, martins, listzs, kandinsks, bretons, picassos, poetantes, artisticantes, com ramalhetes de flores virtuais, beijos logados, vitrines modemficadas, falas digitadas entrecortadas fmz, amorescibernéticos sexocasu@l difì-t@l aconversacional acomunicacional dos chats downloads uploads blogs sites web whatsapps sem a infecção da droga humana sentimentapreguiçairracional que homens são e não aceitam tal.

©Wagner Ortiz
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

COnCreto SAL


CONCRETO SAL

Não use
Abuse
Reuse
Lambuse
Quer luzes
Desuses

Jesuses
Não vão livrar
O teu coração!

No prato
Pitada
Pequena
Pirada
Parada
Papila
Penetra
Picante
Picando
Persona
non grata.

Acarreto
Objeto
De afeto
Repleto
Concreto
De modo incorreto
Cloreto predileto
Inquieto
Irriquieto
Derreto
Vegeto.

Por isso
Não use
Abuse
Reuse
Lambuse
Quer luzes
Desuses

Jesuses
Não vão livrar
Nada do concreto sal
Na veia
Artéria
Coronária
Infarte
Seu mal.

©by Wagner Ortiz 2009 -
BN Reg. 178-2/299-3 CS



quarta-feira, 29 de julho de 2009

Bolhas de Sabão - Wagner Ortiz

BOLHAS DE SABÃO

Olha as bolhas de sabão,
Redondas, cheias de cores,
Cheias de ar e de encanto!

As crianças brincam tanto
Nem vêem as suas dores
Delas estourando no coração.

Elas vão bailando no céu,
Misturam-se umas às outras
Cantando e acariciando o nada, o vazio.

Mas o que importa nestas horas?

O sonho transparente, etéreo,
Realizado numa curta dança
Que faz brilhar os olhos das crianças!

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Adaptação (Séc XXI) - Binha Verde Cristal


Oléo sobre tela de Binha Verde Cristal (Jarbas Roberto dos Santos)

Adaptação (Séc XXI)

E agora?
Unindo as línguas...
Será que haverá um beijo entre as nações?
Um encontro literário universal ?!!!!
A união dos povos está muito além da escrita,
Estamos no auge da tecnologia,
Mas o principal ainda não aprendemos
Que é o amor.

Caiu o trema
Ai eu tremo
Ai eu tremo
Ai eu tremo...

Novas regras.
Que desperdício!!!
Ficamos duplamente mai$ pobre$.
Vivam e verão

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sidnei Barreto: O Chaveiro



Hoje a contribuição é do querido Prof. Dr. Sidnei Barreto, vejamos:
Nesta semana (18 abril) em uma de minhas aulas de "Teoria do Discurso", tive um momento especial. Nunca duvidei da capacidade dos futuros professores que emergirão desta sala, mas, confessor, que tenho sido surpreendido por eles.
Obviamente, como amante de Algirdas Julius Greimas, não poderia me esquivar da utilização de suas contribuições para a compreensão do texto: o que ele “diz”, por que ele “diz” e como faz para dizer o que “diz”.

Após as aulas introdutórias para a compreensão da “Teoria Semiótica do Texto”, decidi, por meio de artigos diversos, evidenciar para os alunos até onde a Semiótica pode ir.
Até onde a Semiótica pode ir?

Cada aluno deveria compreender e apresentar em uma roda informal, que chamei de “roda de conversas semióticas”, o que compreendera de seu artigo, o que mais lhe chamou a atenção e se foi possível perceber até onde a Semiótica pode ir.
Vários foram os artigos trabalhados e vários foram os objetos desses artigos. Desde o discurso político, o texto musical, a fábula, a propaganda até o “Chat” foram assunto da nossa roda de conversas semióticas.

Surpreendeu-me o quanto que os alunos, autonomamente, foram capazes de aprender. Eu apenas os incentivara algumas aulas antes e, durante a roda de conversas semióticas, fiz mais um papel de mediador.

Eles, certamente, têm a chave.

Sidnei Barreto

Resposta ao professor:

O Chaveiro

Chegamos com uma chave simples,
Chave dentada de fechadura velha,
Fechadura das antigas ideias,
Ideias dos velhos velhacos mestres,
Mestres que não abriram as portas,
As portas do saber intrínseco
Que poderíamos abrir com a chave.

Então chaveiro, chegaste,
Chegaste para mudar as peças,
Peças da fechadura enferrujada,
Enferrujada, pois não abre a porta,
Porta que não recebe a chave,
Chave que já não serve na fechadura do tempo.

Enfim, o chaveiro ajustou a chave,
Chave que mediou a entrada do saber,
Saber que fornece autonomia,
Autonomia para abrir a porta.

Certamente, o chaveiro pode transformar a chave para abrir mais portas!!

Wagner Ortiz

Um abraço!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O causo do Cavalo e o Porco by Coronel Barbosa



Como diz nosso amigo criadô do brog, Bom Virtualis pro´ceis!

Sô o Coroner Barbosa, e vô contá um causos aqui pro´ceis. Num arrepare no palavrório, causodique nóis somo de Mir`Gerais, da roça mesm enãotamu acustumadicum brog naum. Causo qui sei qui oceis num vaum instranhá, mai pode pidi ajuda pra mó di intendê! O cumpadi Wagner vai postá o pai dus burro nosso, inté lá oceis vaum catanô mio. He he!

Vamuprocauso! Um fazendero, o cumpadi Genevár, gostav`dimais dums cavalu i só fartava ua raça di cavalu prêle cumpretá. Um dia eli, muito xereta, foi bisbiotá i discubriu quio seu vizinhu, nhô Terênço, tinha o danadu ducavalo. Ai ele atazanô, apurinhô, aturmentô o nhô Terênço inté cunsigui cumpra eli. U´mêis dispois ucavalu doeceu! Eli chamô o veterináriu qui proziô isso cum eli:

- Bem, seu cavalo está com uma virose brava. Então, é preciso que oSenhor dê este medicamento ao animal durante 3 dias. Depois do terceiro dia eu retornarei e caso o animal não esteja melhor será necessário sacrificá-lo.
Inum´é qui´u porcu Toresmu escuitava tudimdacunversa deles. Porcu danadu, sempri iscuitava as prosa du´zotro!

Bão, só sei qui nu dia siguinti déru, o mió, nhô Genevár deù midicamentu pro animar iforô simbora. O porcu bisbiotero, máera baumzim dimais, sim aproximô du cavalo i prosiô cuêle:

- Força cumpadi! Sialevanta daí, sinaum ocê vai murrê!!! Iscuitei tudim dus sinhô! Si ocê num miorá mórri!

Nusigundo dia, veio o sinhô cum a sinhora e dero u midicamentoi forô simbora. U porcu qui ficava sempri naiscuita siaproximô du cavalu i prosiô cuêle: - Vamu lá cumpadi, sialevanta sinaum ocê vai murrê cabocu! Vamu lá, ieu tiajudu a sialevantá... Upa! I nada!

Inutercero dia us sinhô déru u midicamento iu veterinário disse ãssim ó:

- Infelizmente vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois até agora não houve melhora e a virose pode contaminar os outros cavalos.

Quandu foru simbora, u porcu siaproximô du cavalu i prosiô:

- Cabocu, ocÊ trata di sialevantá logu! Coragem! Upa! Upa! Isso, divagarim! Comium cadim di capim, ãssim... agora tá mió... Tá mioranu mesm, vamu, um, dois, legar, agora maidipressa vai, sarta na carrera... Etâ cavalu baum sô... Ocê já sarô! Intaum diripenti udono chegô i viu u cavalu correno nu campu i assustado dimais gritô: - Vixi Nos`Sinhora! Milagre, môdique u cavalu miorô. Vemcávê issu muié! Isso m´rece ua festança nu arrair...

- Ié maridu, m´rece mesm!

- Intonse vamu matá u porcu!

Reflexão:

Oceis viru! Isso´conteci cum nóis né mesm. É dificir siapercebe quem é qui tem us mérito pelu sucessu.

É cumpadre Coronel Barbosa, "Saber viver sem ser reconhecido é uma arte!" "Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional,lembre-se: Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic." Procure ser uma pessoa de valor, em vez de ser uma pessoa de sucesso.
Um abraço!



©Wagner Ortiz - 13 de julho de 2009 21:20


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Saudade do Amor

Odalisca de Delacroix - Louvre

Bom virtualis! Desculpem o atraso desta postagem. Era pra ir ao ar ontem! Mas vamos lá...
Na postagem de hoje quem contribui é a professora e poetisa Larissa Maria Martin.
Nos convida a refletir sobre a saudade do amor. Aproveito o ensejo para apresentar-lhes o pintor romântico, mas nen tanto, Eugène Delacroix. Pintor francês (1798-1863), filho de um ministro-embaixador da França, teve vida abastada, além disso, diziam ser filho do príncipe Talleyrand, chanceler de Napoleão chamado "Diabo Coxo", era o mecenas do pintor. (isso diziam, pois era a cara do tal príncipe). Foi influenciado pelas obras de Rafael e Michelangelo e seu mestre Géricault, assim, por ter amado o classicismo e cultura grega herdada no renascentismo, não chegou ser um pleno romântico. Não deixava de visitar o Louvre para copiar os clássicos, assim o valor de sua arte está no resultado único que deixaram, pois quando a subjetividade, expressão, sensibilidade somadas a renovação se manifestavam nasciam obras primas indiscutíveis. Homem de vida extremamente tumultuada, já aos 13 anos escapara de morrer por estrangulamento, incêndio, afogamento, envenenamento e sufocamento. Conheceu Chopin, o pianista-compositor e pintou o célebre retrato do mestre sensibilíssimo.
Vamos a poesia de Larissa Marai Martin:

Sinto saudade do amor pelo qual sonhei,
Um sonho de vida plena, atemporal.
Sinto saudade do amor pelo qual chorei,
Um choro com sorriso na boca, contente.
Sinto saudade do amor pelo qual sofri de dor,
Uma dor doída no peito, da felicidade
Que de tão grande não se pôde acomodar
No espaço demasiado apertado de um coração.
Sinto saudade do amor sentido por cada parte
Do milagre frágil deste corpo transitório
Que se metamorfoseava em luz pela presença
Fugaz da mera respiração do ser amado.
Esse é o amor que me tem saudoso
E iluminado pela esperança que não chega de esperar
Por um suspiro teimoso que não encontra eco
ao soltar-se displicente, sem licença e sem censura.
É esse amor mesmo, pueril e incauto,
sem rédeas e sem rodeios, que tanto me faz falta.
E que falta! Falta daquilo que poderia vir a ser...
Pois o que o é, quisera eu assim não fosse
Raramente, quando se vai, deixa saudade.

(Larissa Maria Martin)

terça-feira, 30 de junho de 2009

Maravilhosa



Hoje a contribuição é do querido poeta José Donizete. Ele escreveu uma poesia que sintetiza o pensamento da tão sublime arte e assim diz em seus excelentes versos da arte pela arte. Nobre sentimento desse nosso amigo poeta.
Para acompanhar o maravilhoso trabalho exponho a obra barroca Morte de Lucrécia do pintor brasileiro José Teófilo de Jesus. Obra de luz maravilhosa, com profundidade e contrastes que valoriza o plano das imagens temáticas, além do jogo de cores fortes em pontos estratégicos da pintura como o amarelo, o violeta cintilante e o vermelho cádmio, cores preparadas com cuidado e difíceis de obter na época. E para finalizar essa análise, atentemos para os traços. O traço dos barrocos brasileiros são únicos, apesar de seguirem as tendências europeias, os traços são autênticos, assim podemos notar os rostos delicados, olhos arredondados e expressivos que acompanham o estilo barroco brasileiro, já os tecidos com traço forte e contrastes de sobras são da tendência européia. A obra se encontra no Museu de Arte da Bahia. Para ver uma versão maior da pintura veja no link: Morte de Lucrécia

Maravilhosa


O artista cria,
Transforma
Modela
Trabalha e
Retrabalha
Uma obra

Fabulosa...
Observa
Sua forma
Escultural
Perfeita.
Define as
Formas
Belas curvas
Sua tonalidade
Uma cor belíssima,
Muito suave.
Percorre a peça
Com leve toque...
Muito breve.
Com a palma
De sua mão,
Aprecia cada
Milímetro.
Admira...
Que maravilha!

Outra...igual não há

José Donizete da Silva
http://poetadanoempingodagua.blogspot.com