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sábado, 12 de dezembro de 2015

Rima com hipopótamo existe? by Wagner Ortiz


Rima com hipopótamo existe?

03/09/2010
http://homolitteras.blogspot.com/2010/07/rima-com-hipopotamo-existe.htmlMinha casa

Sr. Hipotótamo
Pergunta ao caxinguelê,
Menino Serelepe,
Peludo indiscreto:

- Rima com hipopótamo existe?

- Deixe-me tentar:
Um bom miopótamo
Do Zoo de Otamo
Ri do hipopótamo!

Cara sissuda,
Fuço empinado
Discurso ignoto

Nada discreto.
 
Responde o popotão:

- Um tanto esdrúxula
Rima excêntrica
Um estapafúrdio,
Coisa antípoda!!

Tanto cacófaton
E nada bíparo,
Um cavicórneo
Septadáctilo!

Surreal Dali,
Igual seus probóscides
Grafados bísaros
Em telas feníxoras!!!

- Quêêêêêêê?????!!!!
"Exclaperguntou" aploplético.
Então, nada disfônico,
Escancarando a bocarra diz o popotão:


KKKKKKKKKKKKKKKKK!

- "Deixa disso camarada"
Que  coisa mais chata!!!
Chama-me  zovo
Que rima com ovo!

©Wagner Ortiz - reg. 178-3/299-3

http://homolitteras.blogspot.com/

Biblioteca Nacional - Lei 9610/88
©Wagner Ortiz - reg. 178-3/299-3

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Poeta caçador by Wagner Ortiz


Poeta caçador

03/09/2010
Caço o indizível,
O crespúsculo-ser,
Uma chispa da chama
Que arde no olhar,
No sorriso,
Na beleza.

Traduzo-a
Por ser poesia
Por ser música
Por ser beldade
Por ser cor
Por ser sabor,
E por ser perfume da flor,
Singela flor carmim
Que carrega toda paixão!

©Wagner Ortiz
Todos os direitos reservados ao autor
REG. BN 178/02-299/3



http://homolitteras.blogspot.com/
Biblioteca Nacional - Lei 9610/88
©Wagner Ortiz - reg. 178-3/299-3

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Vida Concreta: Wagner Ortiz


Vida Concreta

18/12/2007
Sem comentários!!!Wagner OrtizSanto André
Há um mundo novo
Num turvo tempo.
Um mundo velho
Forte, mudo e duro.

Há paisagens novas
Num mundo velho,
Mutação veloz
De modo atroz.

Há velhos mudados
E jovens desterrados
Num mundo novo
Em que se morre mais.

Poderosas, massacrantes, desiguais e injustas
Classes velhas que ininterruptamente serão as mesmas.
E serão as mesmas velhas classes aniquiladas
Em outrora, nalgum tempo, agora...

A alma acriançada da frágil inteligência morta está.
Já que os “mundanos novos” amam a si
E o seu novo mundo concreto, insípido,
Fastioso, velhaco, tresloucado, decrépito.

É deles morada e vida,
Nutrida pelos tostões sangrados dos vermes,
Descascada e seca como jazigos que os esperam
Para uma vida concreta.

Vida concreta que muda o fato concreto.
É forte e dura.
Traga ao léu.
Traga velhas classes e tragadas classes velhas.

Cá não há tais classes.
Cá não há concreto.
Cá só há o concreto.
O concreto estado tal.

Amém.

©Wagner Ortiz

domingo, 8 de novembro de 2015

Sonhador, by Wagner Ortiz


Sonhador

18/12/2007
Wagner OrtizSanto André
Você é mistério, profundo desejo,
É luz alva que ilumina dentro de mim.
Linda, magnífica, belo Serafim,
Alguém que despertou alegria em mim.
Irrepreensível, casta, pura, angelical,
Rica e formosa um deleite colossal,
Abastada de sutil doçura e beleza
Da mais alta posição da realeza,
És rainha majestosa da flora brasileira.
Suave é a cor dos seus lábios flamejantes,
Inócuos, virgens como nunca antes,
Pois dão esperança a mim, pobre comum,
Verme desprezado outrora sem amor nenhum.
Agora posso por um milagre
Insistir no desejo de ser alegre.

©Wagner Ortiz

sábado, 7 de novembro de 2015

Para ti, meus pedaços! by Wagner Ortiz


Para ti, meus pedaços!

18/12/2000
Wagner OrtizSanto André
I
Junta
Estes
Cacos
Meus,

Pois
São

Tuas

Estas
Lascas
Minhas,

Puras
Linhas
De homem (...)

II

Tão breves,
Pequenas,
Serenas
E leves

De um pejo
Inócuo
Que arrisca
Enunciar

Meus máximos
Desejos
Ocultos

Que fluem
Do fundo
Do peito. (...)


III

 E discreta
A caneta
Religiosa,

Vai juntando
Meus pedaços
De poeta

E agradeço
Os teus gestos
Tão honestos
De amiga


Pois conheço
O desvelo
Que me tens. (...)

IV

Busco alento
Neste momento,
Muita ternura
Que me há de ser

Todo tesouro
Que irei ter,
Um bebedouro
Só de prazer.

Se, com mui sorte,
Fugir da morte,
Peço as fadas:

Lancem em ti salvas
De alva meiguice
Pra eu te encontrar. (...)
V

Que a morte há de vir
Sabemos nós todos,
Mas sabem das fadas?
Da alva meiguice?

Que a flor desabrocha
Sabemos nós todos,
Mas sabem dos beijos?
É quando que vem?

Dos teus, na lembrança,
Bens sabes a que horas,
Mas sabes das fadas?

Não fujas das fadas,
Que hão de envolver-te
Em cúpidos beijos. (...)

©Wagner Ortiz

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Nascimento by Wagner Ortiz


Nascimento

10/12/2007
Assim vim ao mundo.
Estou aqui para amar. E também para salvar.
Vocês são minha vida!
Wagner OrtizSanto André
Duas células unem-se do amor
E semeiam o vácuo ventre contente
Da mãe feliz que muito sorridente
Da boa sorte, vive o encantador.

Fui pueril semente presa e liberta
E vivi na treva vital meu mundo,
Experiência de um caos profundo
Que é suma consciência descoberta.

Meus primogênitos fótons de luz
Que me levaram a conhecer o terno
Foram as impressões do amor materno.

Nas entranhas caóticas qual cruz
Que me impinge à vida, fez- me ser seu,
Deveras da mãe gentil nasci eu.

©Wagner Ortiz



terça-feira, 3 de novembro de 2015

Marcas do seu olhar by Wagner Ortiz


Marcas do teu olhar

Santo André
O coração é o espelho dos sentimentos,
Reflete-os como um lago azul o céu.
É onde guardo e sinto tantas coisas.

Marcas já sentidas, pré-sentidas
De uma colossal felicidade,
De grande amargura, tristeza que se vai.

Ele é reservado, a todo o momento,
Esperançoso que aconteça um milagre divinal:
Um amor verdadeiro.

Amor que quero provar,
Ocupar todo meu coração
E ter suas marcas eternas.

Mas para poder doá-lo, compreendê-lo,
Preciso que se torne em uma fonte de amor
E as pessoas bebam de mim.

As marcas que digo são tão sublimes.
Estão no olhar de pessoas sinceras como você,
Que escondem segredos puros de suave doçura.

Pessoas de olhar tão intenso, como o teu,
Que revelam as profundezas do ser.
É deles que não consigo escapar!

Agora suas marcas estão no meu âmago,
Eu as vejo, pois teus olhos me contam.
Pobre de mim, ou feliz de mim?

Sou tão frágil e sensível,
Tão pequenino e amante do amor,
Tenho medos, mas eu pude ver.

Vi!

Agora sou escravo desse teu olhar.
Sou compartilhador dos teus desejos,
E como você, eu sou o que espera.

Ansiando pelo mesmo que anseia.
As mesmas esperanças e os mesmos sonhos.
Será isto que dizem ser almas gêmeas?

Não sei certamente,
Mas sei que vi a mais pura doçura,
A alvura, mais cândida que qualquer estrela.

Vi o indescritível, que tento descrever.
Vi a poesia e a melancolia de poetas,
O carinho e a timidez, tão delicadas são.

A sede pela felicidade, pelo amor verdadeiro,
A sede por ser algo para alguém,
A mesma esperança que eu espero.

Ai! Ai de mim! Pois sentir tão profundos sentimentos,
Conseguir interpretar teu dialeto, estas marcas,
Não é fácil poder sentir tudo isso.

É terrível e bom.
É encantador e satisfatório.
É uma dor que não dói.

No fulgente brilho do teu olhar,
Que agora nada tem de mistério,
Encontrei uma fonte de amor aterrador.

Aterrador! Sim, pois me tintina.
É uma brisa que me toca, um desgastar do peito,
Em que me purgo, encontro-me.

Eu choro, pois o sinto intensamente.
Não tristeza, mas sentimento verdadeiro,
Como o que fazemos quando perdoamos.

Ai! Ai de mim! Pois esse teu olhar é tão revelador!
Um carimbo perfeito, que estampa tudo o que você é.
Fala-me tudo o que você quer sem palavras.

Ai! Ai de mim!
Pois me encontro,
Me perco neste olhar.

O meu desejo é simplesmente a doçura,
A alvura, ser singelo, ser meigo, suave e manso.
Ser o que é o teu olhar.


© by Wagner Ortiz
Reg. BN 178-2/299-3 MSO

domingo, 4 de outubro de 2015

Bolhas de Sabão by Wagner Ortiz


Bolhas de Sabão

05/12/2007
Email
Olha as bolhas de sabão,
Redondas, cheias de cores,
Cheias de ar e de encanto!

As crianças brincam tanto
Nem vêem as suas dores
Delas estourando no coração.
Elas vão bailando no céu,
Misturam-se umas às outras
Cantando e acariciando o nada, o vazio.

Mas o que importa nestas horas?

O sonho transparente, etéreo,
Realizado numa curta dança
Que faz brilhar os olhos das crianças!

© by Wagner Ortiz
Reg. BN 178-2/299-3 BS

sábado, 3 de outubro de 2015

A Orquestra by Wagner Ortiz

A Orquestra

05/12/2007
À Orquestra de Santo AndréSanto André
Ah! Como é bela a orquestra,
Com seus filhos o som mostra!
Ela ajunta os seus meninos
Colossos, doces e franzinos.

O Oboé chora, doce puro som;
A flauta canta, serena canção.
O tambor choca, intrépido trovão;
A tuba levanta, sólido tom.

Ah! Como é altiva uma orquestra
Fazendo som dentro desta ostra.
É uma pérola branca que reluz
Como as suas estrelas de luz.

O palco é, pomposa vitrine;
O músico, eterno aprendiz.
A arte, um canto mui feliz;
O som, arco-íris sem fim.

Ah! Orquestra, mãe tão querida!
Minhas ouças bebem do teu seio!
E certamente estarei no seu meio
Pelo anseio de gozar do teu leite.

Violinos irmãozinhos; violas irmãs;
Cellos do meio e baixos os colossais.
Os arcos crépidos coçam-lhes as costais;
Eles tremem deles colados como imãs.

É linda! Nesse balé de notas a voar!
Vertidas do âmago de seus ricos filhos.
Encantam nossas festas, nossos sonhos
Dá-nos mais cores para colorirmos a vida.

©Wagner Ortiz
Reg. BN 178-2/299-3 PPF8

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Liberte-se by Wagner Ortiz

Liberte-se

05/12/2001

Que poderá abrir janelas que estão trancadas,
Mui cerradas pela angústia e a insegurança?
Ó pobre coração que perdes a esperança!
Há forças! Liberte-se de correntes tantas!

Existe razão para viver sem grilhões
E um céu azul com estrelas aos milhões!
Infinitas e lindas canções dos astros
Que elevam em versos de pueris alabastros.

Olhe para as minúsculas gotas de chuva
Que completam os mares e dão ramos às uvas,
Molham as florestas, dão vida à nova terra
Trazendo tais bonanças qual vida descerra.

Erga-te ao arrebol, pois também é dom teu,
Desate o elo do infinito, tome, Prometeu,
O fogo animado que só de Deus chispa
E goze a liberdade que para ti existe.

©Wagner Ortiz
© Reg. BN 178-2/299-3 L

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Noite de Amor by Wagner Ortiz

Noite de Amor

20/11/2000
Poema ideiaSanto André
Minha energia vital, que prevalece sobre qualquer egoísmo machista,
Fica enorme, colossal; é uma força brutal, hercúlia que me transforma
Mesmo, em pedaços e me leva aos teus lugares secretos e desmancha
O meu ego, dilacera todo meu coração ígneo, que ferve, borbulha,
Acende, para trazer-me de volta numa feroz e violenta explosão
Qual o corpo mortal demonstra em torpores, dores, tensões, sonhos,
Sangue enlouquecido, artérias bombardeadas no pobre coração rico,
Olhos e pálpebras chamuscados molham-se e banham as pupilas dilatadas volantes
Que deliram em devaneios sem fim dos teus beijos ferventes e de tua energia
Em cadeia com a minha até o último átomo, além da vida, além da morte,
Além léu, sem mistério, só desejo, desvario de um elã interminável
Qual madrugada mais comprida e mágica.

©Wagner Ortiz -2000
Reg. BN 178-2/299-3 PPF8