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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Bolhas de Sabão - Wagner Ortiz

BOLHAS DE SABÃO

Olha as bolhas de sabão,
Redondas, cheias de cores,
Cheias de ar e de encanto!

As crianças brincam tanto
Nem vêem as suas dores
Delas estourando no coração.

Elas vão bailando no céu,
Misturam-se umas às outras
Cantando e acariciando o nada, o vazio.

Mas o que importa nestas horas?

O sonho transparente, etéreo,
Realizado numa curta dança
Que faz brilhar os olhos das crianças!

©All rights by Wagner Ortiz - BN
BN Reg. 178-2/299-3 BS

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sidnei Barreto: O Chaveiro



Hoje a contribuição é do querido Prof. Dr. Sidnei Barreto, vejamos:
Nesta semana (18 abril) em uma de minhas aulas de "Teoria do Discurso", tive um momento especial. Nunca duvidei da capacidade dos futuros professores que emergirão desta sala, mas, confessor, que tenho sido surpreendido por eles.
Obviamente, como amante de Algirdas Julius Greimas, não poderia me esquivar da utilização de suas contribuições para a compreensão do texto: o que ele “diz”, por que ele “diz” e como faz para dizer o que “diz”.

Após as aulas introdutórias para a compreensão da “Teoria Semiótica do Texto”, decidi, por meio de artigos diversos, evidenciar para os alunos até onde a Semiótica pode ir.
Até onde a Semiótica pode ir?

Cada aluno deveria compreender e apresentar em uma roda informal, que chamei de “roda de conversas semióticas”, o que compreendera de seu artigo, o que mais lhe chamou a atenção e se foi possível perceber até onde a Semiótica pode ir.
Vários foram os artigos trabalhados e vários foram os objetos desses artigos. Desde o discurso político, o texto musical, a fábula, a propaganda até o “Chat” foram assunto da nossa roda de conversas semióticas.

Surpreendeu-me o quanto que os alunos, autonomamente, foram capazes de aprender. Eu apenas os incentivara algumas aulas antes e, durante a roda de conversas semióticas, fiz mais um papel de mediador.

Eles, certamente, têm a chave.

Sidnei Barreto

Resposta ao professor:

O Chaveiro

Chegamos com uma chave simples,
Chave dentada de fechadura velha,
Fechadura das antigas ideias,
Ideias dos velhos velhacos mestres,
Mestres que não abriram as portas,
As portas do saber intrínseco
Que poderíamos abrir com a chave.

Então chaveiro, chegaste,
Chegaste para mudar as peças,
Peças da fechadura enferrujada,
Enferrujada, pois não abre a porta,
Porta que não recebe a chave,
Chave que já não serve na fechadura do tempo.

Enfim, o chaveiro ajustou a chave,
Chave que mediou a entrada do saber,
Saber que fornece autonomia,
Autonomia para abrir a porta.

Certamente, o chaveiro pode transformar a chave para abrir mais portas!!

Wagner Ortiz

Um abraço!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Maravilhosa



Hoje a contribuição é do querido poeta José Donizete. Ele escreveu uma poesia que sintetiza o pensamento da tão sublime arte e assim diz em seus excelentes versos da arte pela arte. Nobre sentimento desse nosso amigo poeta.
Para acompanhar o maravilhoso trabalho exponho a obra barroca Morte de Lucrécia do pintor brasileiro José Teófilo de Jesus. Obra de luz maravilhosa, com profundidade e contrastes que valoriza o plano das imagens temáticas, além do jogo de cores fortes em pontos estratégicos da pintura como o amarelo, o violeta cintilante e o vermelho cádmio, cores preparadas com cuidado e difíceis de obter na época. E para finalizar essa análise, atentemos para os traços. O traço dos barrocos brasileiros são únicos, apesar de seguirem as tendências europeias, os traços são autênticos, assim podemos notar os rostos delicados, olhos arredondados e expressivos que acompanham o estilo barroco brasileiro, já os tecidos com traço forte e contrastes de sobras são da tendência européia. A obra se encontra no Museu de Arte da Bahia. Para ver uma versão maior da pintura veja no link: Morte de Lucrécia

Maravilhosa


O artista cria,
Transforma
Modela
Trabalha e
Retrabalha
Uma obra

Fabulosa...
Observa
Sua forma
Escultural
Perfeita.
Define as
Formas
Belas curvas
Sua tonalidade
Uma cor belíssima,
Muito suave.
Percorre a peça
Com leve toque...
Muito breve.
Com a palma
De sua mão,
Aprecia cada
Milímetro.
Admira...
Que maravilha!

Outra...igual não há

José Donizete da Silva
http://poetadanoempingodagua.blogspot.com

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Palavrinha com Antonio Konopczyk

Deixo minha homenagem ao querido prof. Antonio, um grande Homo Litteras que contribui com nossa sociedade. Ele adora gatos, então apreciem o neo-cubismo na pintura expressiva de Lilian Zampol, visitem o site www.lilianzampol.com.br (Link corrigido) e conheçam o sensível trabalho da artista.
Com a palavra, prof. Antonio:



Olá, Poetinha!

Deixo hoje um poema de que gosto muito e que considero bastante apropriado.


Bem-aventurados os pintores escorrendo luz
Que se expressam em verde
Azul
Ocre
Cinza
Zarcão!
Bem-aventurados os músicos...
e os bailarinos
E os mímicos
E os matemáticos...
Cada qual na sua expressão!

Só o poeta é que tem de lidar com a ingrata
[linguagem alheia...]

A impura liguagem dos homens!
Mário Quintana
24 de Junho de 2009 07:44

Antonio Konopczyk