terça-feira, 21 de setembro de 2010

O aprendiz





Martelava a tralha com as tachas o avô
E o menino, com a mãozinha, o imitava.
Enquanto batia, pregava o Pierrô,
Costurava as beiras dos cestos, a piaçava,
Ia dando alguidar forma ao seu balaio
E o menino repetia, imitava o seu aio.


Um dia, o avô, de tão contente que ficou,
Vendera, pois, muitos balaios de palhinha,
Um martelinho pro sabido menino comprou,
Sorridente e saltitante o rapazinho endemoninha,
Tudo que vê, sai pregando, pela frente,
Até que lhe acontece um pequeno acidente.


A dor oprime da martelada no dedão,
Um choro descontente, e a alegria? toda se esvaiu.
Aí se achega de repente o vovô ao chorão,
Dá um soprinho na pobre criança tão pueril
E de tal ternura que a ferida cura com graça,
Diz: - Não foi nada minha criança, a dor já passa!



©Wagner Ortiz - reg. 178-3/299-3
Todos os direitos reservados
Reg. Sistema da Biblioteca Nacional  

domingo, 19 de setembro de 2010

Vestido Vermelho


Lindo o vermelho,
Mais lindo o sorriso,
Ainda mais lindo a alegria,
E nada supera o doce, o singelo,
O escondido atrás da alma!



©Wagner Ortiz - 2010

BN -Reg. 178/2-299-3

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Rir e fazer verso



Sabe,
Estes dias não foi de verso pra mim,
E olha que tentei!
Eles me escapam,
Nenhunzinho aparece,
Nenhum ritmo,
Nenhuma rima,
Nada!

0!

Fazer o quê?

Nada.
Somente esperar que eles venham,
Daí nas tardes fagueiras
Quem sabe poder rir.
Então me façam sempre sorrir.
Riamos agora, versos danados!

©Wagner Ortiz - 2010
Em homenagem a Mírian Warttusch

Mingau, o gato

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div style="text-align: justify;">2ª da Série crônicas ligeiras:




Meu gato Mingau era muito inteligente e carinhoso. Vivia me seguindo pela casa e adorava sua velha almofada. O danado podia prever quando alguém ficaria doente, ou morreria. Simplesmente olhava fixamente a pessoa e depois de alguns dias esta ficava doente, ou pumba! morria!. Era um gato "premonitório"! Naquela manhã fui apanhar o pão na cestinha perto do elevador, Mingau me acompanhou, de repente nos deparamos com a vizinha, que era uma velhinha de 85 anos e morava no 45. Mingau a fitou, e, alguns minutos depois, ouvi o SAMU em frente ao prédio. Impressionante a premonição! Passado susto, enquanto tomava café perplexo, ele ronronava na barra da minha calça tranquilo e carinhoso quando, sem mais nem menos me fitou! Pensei, gelei! Putz!

©Wagner Ortiz -2010
Foto: http://www.muitosgatos.com

terça-feira, 7 de setembro de 2010

José Pintor by Wagner Ortiz



José de Almeida Pinto era um homem honesto, passava maior parte do tempo pintando seus quadros. Não era violento, nem um homem dado a bebedeiras e jogatinas. Sua mulher era bem mais nova que ele e os dois se davam muito bem. Um dia uma lata de tinta caiu em sua cabeça e ficou no hospital por três dias. Então, depois disso, José começou a beber muito, gritar com a mulher e apostar tudo nos jogos de cartas. Tempos depois sua mulher o deixou. E não pintava mais. Não vivia. Era um homem infeliz. Até que um dia entrou em um jogo e apostou todo seu dinheiro. Ganhou! Porém, o perdedor o agrediu com um golpe na cabeça. José ficou novamente três dias no hospital. José voltou a ser honesto, trabalhador e sua mulher o aceitou novamente, porém um mês depois José sofreu um infarto e morreu.




©2010 - Wagner Ortiz

Imagem: ©Ernesto Gonçalves (http://interartes.blogspot.com)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Palavras infelizes

Todos sabem que o português não anda muito bem no Brasil. Com tantos analfabetos funcionais, o tema foi muito explorado na internet, assim temos sites especializados em colecionar as famosas "pracas" que são casos para muito riso. Porém, isso só revela como anda fraco o domínio da língua, principalmente a escrita. Erros todos nós cometemos, mas nos casos publicados os erros são crassos.

Notemos que as causas são as mesmas de sempre: o nível baixíssimo das escolas públicas, a banalização da informação com o "Crtl+V", falta de noção da adequação linguística e a falta de reflexão para entendimento das ideias de um texto.

A solução para tal comprometimento para com a língua está em propostas como os programas de "leituras públicas", ou seja, projetos que pretendem incentivar a leitura oferecendo pontos de leitura pela cidade, assim qualquer lugar poderia ser uma boa hora para ler e aprender mais. Um exemplo disso é um funcionário de um açougue que, descobrindo a leitura, resolveu montar uma biblioteca para oferecer as moradores de seu bairro a mesma sorte que teve: conhecer os livros. Em seguida, com mais de dois mil títulos na biblioteca, resolveu fazer mais, montar uma mini biblioteca em alguns pontos de ônibus do seu bairro, assim obteve o apoio da população e luta para incentivar as pessoas a descobrirem os benefícios da boa leitura.


Algumas infelizes:

ACIDENTE NA BR22: Carro de mulher só dá a seta dianteira e causa acidente a um caminhoneiro. (Sem comentários)

FESTA JUNINA: Pau de sebo cai na banda e machuca músicos. (coitada da "banda" dos músicos, ai!!!)


PROMOÇÃO: Chupe dois picolés, e ganhe uma rosquinha doce do padeiro. ( Depois não sabem o porquê dizerem que padeiro queima a rosca!)


CAMPANHA: "Sua vida não vale uma dose"


CLÁSSICAS:


Corto cabelo e pinto.
Família muda vende tudo.
Redusa a velocidade.


SE BEBER
NÃO DIRIJA
REFLITA. (Depois da bebedeira, quem sabe!)