quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"Amí-sicos"



A música, brisa natalina,
Sopra as notas de amizade.
Nos envolve em trama cristalina
Nos corações aspira a verdade.


De outras partes e todos lugares
Há encontros amistosos,
Pois a doçura da lira nos ares
Nos enlevam em sons contagiosos.


Da brisa, o músico.
Das notas, amigos.
Da lira, a ternura
De tudo, os "amísicos"!


©Copyright Wagner Ortiz - 2010
Reg. 178-02/299-3

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Rosa Negra




Rosa Negra

Suadas pétalas negras,
Cansadas pálpebras tristes!

Calada voz vocifera
O amargo fel infestante
Que a alma dilacera,
E o poeta implora taciturno,
Quedo, mudo, noturno.

Cansadas pétalas negras,
Suadas pálpebras tristes!

Não há Arlequim nem Pierrô,
Só a pele marcada, dourada,
Serena, cravada com os espinhos da flor,
A negra flor que outrora foi ardor.

Cansadas pétalas negras,
Suadas pálpebras tristes!

E os olhos trazem a imagem,
O reflexo da negritude flor,
Espedaçada, espalmada do ardor,
Retina desprezada, mal amada.

Suadas pálpebras tristes,
Cansadas pétalas negras!

Do ferrão brota uma ateia,
E a triste aranha fia a teia,
Nas pálpebras tristes alteia,
De fulgaz espírito agora vagueia.

O talo da planta crava,
Enterra no seio, sem receio.
O espinho encardido rejeita,
Aleija o peito, não tem jeito.

Mas o sonho sob a pele dourada,
Serena, morena, marcada,
Cravada com os espinhos da flor,
Desabrocha um rebento vigor.


Enxutas pálpebras tristes,
Morta enfim a rosa negra!

©2010 - Wagner Ortiz
Foto: não foi localizada a autoria

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Gran Finale - Jam Session Festival Red Bull Sounderground

Depois de quatro apresentações oficiais nas estações e mais algumas nos bares e clubes selecionados pela Red Bull, amanhã (6ª - 12/11/10) será o Gran Finale do Festival. São Paulo foi prestigiada com a revolução nos ambientes cavernares, o metrô, com a presença de músicos de todo o mundo, assim se apresentaram músicos performáticos, uns vestidos de cachorro, outro imitando robôs, meninos tocando violões descontraidamente, músicos com muitos instrumentos africanos e nós com a honra de representar São Paulo e o Brasil no Festival. Fazendo o mais gostamos, tocando! Esperamos que essa semente tenha força e brote lá do fundo, precisamos desses movimentos para valorizar o músico e a música brasileira.

Muito obrigado as que foram nos assistir e que divulgaram o evento!

Um abraço!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Duo Benetiz no Festival Internacional Red Bull Sounderground





Wagner Ortiz e Evandro Benedito se conheceram numa roda de choro, cenário quase premonitório do trabalho que viriam a realizar juntos. O primeiro, flautista, e o segundo, violonista clássico, foram pouco a pouco encontrando um caminho juntos, até desembocar na mistura de música erudita e popular, principalmente o choro.

Assim como a formação da dupla, a escolha dos instrumentos se deu por acaso. Evandro conta que a vontade de fazer música começou com o rock, que o fez optar pela guitarra num primeiro momento, até migrar para o violão clássico. Depois, tocando em bandas de baile, foi se envolvendo com outros repertórios até ser tomado de vez pela riqueza da música brasileira. Já Wagner recorreu à flauta por pura e simples falta de dinheiro – o piano estava fora de cogitação. O choro veio pra eles depois, nas aulas da Universidade Livre de Música.

Da roda de choro às apresentações foi um pulo. E, de acordo com eles, mostrar o trabalho em lugares abertos ou ao ar livre é garantia de boas histórias. Para Evandro, “a possibilidade de inverter a ordem e levar a nossa música de maneira democrática para quem interessar é sempre uma experiência especial”, coisa que eles fazem sempre que podem.

Na memória ficam marcados alguns momentos, como quando apresentaram um repertório contemporâneo a um público acostumado a ouvi-los no choro, ou numa apresentação na Galeria Olido, no centro de São Paulo, lugar por si só propício a intervenções das mais variadas. Foi lá que uma pessoa do público pegou o microfone deles e não queria mais largar. Ainda na mesma Galeria Olido, eles foram interrompidos por uma dupla de palhaços caracterizados que aproveitaram a aglomeração de gente em função dos músicos para fazer um esquete cômico – mas tudo na mais perfeita paz.

Quanto à cultura busker, Wagner volta nos tempos da Corte portuguesa, quando as serenatas ocupavam esse posto, relembrando que o próprio choro nasceu assim, nas ruas. Hoje em dia, os coretos e espaços movimentados são a bola da vez, e afirma. “É só ir à praça da Sé, por exemplo, e logo se vê a reação das pessoas. Você começa a tocar e, de repente, se forma uma grande roda para assistir.”

Para o hábito conquistar ainda mais espaços públicos no Brasil, é questão de tempo. “O que nós, músicos e artistas, precisamos é de espaço e público. Então não tem lugar melhor do que o metrô!”, completa ele. Para dar seu recado no Red Bull Sounderground, a pedida do duo é misturar elementos eruditos, como sonatas e contrapontos, com um toque popular, no melhor estilo “conversa de botequim”, para prender o público pelas lembranças.

“É interessante observar o contraponto entre o acorde de um instrumento nos espaços públicos de uma cidade sempre com pressa, e como isso atrai o interesse e a atenção das pessoas quase que instintivamente. E somando a isso a alegria e a riqueza do choro, temos ingredientes saborosos para apreciação de qualquer público.” Falou e disse o flautista poeta.


ONDE ENCONTRAR O DUO BENETIZ NO METRÔ


DIA 08/11: - Das 17h às 19h: Estação Tatuapé (Linha Vermelha)
DIA 09/11: - Das 17h às 19h: Estação Ana Rosa (Linha Verde)
DIA 10/11: - Das 11h às 13h: Estação Sé (Linha Vermelha)
DIA 11/11: - Das 11h às 13h: Estação Luz (Linha Azul)

DIA 12/11: das 17h às 19h - Jam session final: Estação Paraíso (Linha Azul)




Duo Benetiz com o percussionista Bebê do Goes no Bar Jacaré
Foto: Fátima

Publicado originalmente no Site da Red Bull

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Rubi Negro


Homenagem ao meu professor Dr. Sidnei Barreto pelo seu aniversário hoje! Parabéns!


Foto: não foi possível encontrar o autor

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Com restaurar arquivos de partituras

Outro dia entrei no site de partituras e percebi que algumas parituras tinham folhas cinzentas pouco nítidas, outras com folhas amareladas e manchadas. Isso prejudica imensamente a leitura e no caso da impressão as folhas ficam muito carregadas de tinta, ou acabam com o cartucho colorido (geralmente as amareladas). Isso ocorre pois as partituras são mal scaneadas, ou o papel scaneado já é muito velho.

Ex:
http://3.bp.blogspot.com -  Tipo Cinzenta

 
  
2 - Tipo Amarelada



Solução Rápida

Bem, eu sempre faço pesquisas, e cansado de ler e imprimir essas partituras multicoloridas experimentei e fiquei satisfeito com o seguinte:

Partituras formato imagem (JPG, TIFF, PNG, BMP, etc.)

1) Abra as imagens no programa Microsoft Office Picture Manager (instalado junto com o pacote Word)

2) Click no botão "EDITAR IMAGENS", do lado direto click em "COR", em seguida em "APERFEIÇOAR COR". Passe o cursor (flechinha do mouse) na partitura, você notará um círculo, então click em uma área que deveria ser branca.


3) Click no botão "correção automática" para deixar mais nítida. Salve.


4) Se houver manchas poderá repetir o processo do item 2


Pronto geralmente é o sufuciente, se não gostar poderá ir ajustando até o desejado.
Para partituras em PDF você poderá usar programas de edição para PDF, ou transformar em imagem com o Microsoft Office Document Imagem Writer.

Impressão: configure a impressora para imprimir somente em escala de cinza, usando só o cartucho preto.

Resultados:

Antes


   

Depois

O mesmo serve para documentos e fotos.
Bom proveito!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Festival Red Bull Sounderground

Acontece em São Paulo durante o mês de novembro (8 a 12) o primeiro Festival Red Bull Sounderground, idealizado para divulgação da cultura busker (músicos de rua), os músicos se apresentarão nas estações de metrô. O Festival promovido pela Red Bull e contará com a presença de músicos de Paris, Barcelona, São Paulo, etc.

Estarei lá com o DUO BENETIZ defendendo a genuína música brasileira,  O CHORO, conto com a presença de vocês. Dentre o repertório teremos algumas composições minhas e arranjos. Confira os vídeos do Duo aqui no meu blog: DUO BENETIZ

Duo Benetiz (duo) – Violão e flauta/ Ritmos brasileiros: Wagner Ortiz e Evandro Benedito se conheceram numa roda de choro, cenário quase premonitório do trabalho que viriam a realizar juntos. O primeiro, flautista, e o segundo, violonista clássico, foram pouco a pouco encontrando um caminho juntos, até desembocar na mistura de música erudita e popular, principalmente o choro.


Agenda do Duo Benetiz:

8/11 - Estação Metrô Tatuapé - 17:30 às 18:30
9/11 - Estação Metrô Ana Rosa - 17:30 às 19:30
10/11 - Estação Metrô Sé - 11:30 às 12:30
11/11 - Estação Metrô Luz - 11:30 às 12:30
12/11 - Grand Finale - a estabelecer

Mais informações em: FESTIVAL RED BULL SOUNDERGROUND

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sarau a Tempo

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vida na Flauta

Da pré-história à moderna
Flauteando sempre me encanto
Do bambu, do osso da perna
Da fada, da prata o acalento.
Do ouro me faz bebedouro
Da arte me faz sorvedouro.

Não há um tostão no chapéu,
A vida segue errante
E a mim chamam tabaréu,
Menino beligerante,
Mequetrefe, vagabundo
Que em trabalho é infecundo.

Toda prata torna em apito,
Todo ouro em pirulito,
Toda arte agora efêmera,
Toda fada em rara tâmara,
O bambu nó na garganta
E o encanto desencanta.

Insensíveis maritacas,
Mal levantam suas taças,
Só se movem com desvelo
Em prol de próprio anelo.
E em suas festas e festejos,
Quem alegra os seus cortejos?

E na arte Lumiére
Quem abala e emotiva?
E na dança desferre
Quem martela e cativa?
Um rubi ou diamante
Só com som de um belo instante.

Mas,  e após esses encantos?

Toda prata torna em apito,
Todo ouro em pirulito,
Toda arte agora efêmera,
Toda fada em rara tâmara,
O bambu nó na garganta
E o encanto desencanta.

Não há um tostão no chapéu,
A vida segue errante
E a mim chamam tabaréu,
Menino beligerante,
Que em trabalho é infecundo,
Mequetrefe, vagabundo!


©Wagner Ortiz - reg. 178-2/299-3

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Momento da partida

A vida é assim!


Todos nós vivemos num cosmo sem explicação precisa, mas de qualquer forma, ainda que qualquer suspiro, nem que seja no momento de geração de seu ser, ou um único criptar de vida chispando, seremos eternamente lembrados nas estruturas profundas das mentes.

Sei e acredito que levamos as pessoas dentro de nós. Quando partimos, fundimos nossas partículas ao cosmo para eternidade, assim, quando partirmos, levaremos esse sentimento, essa lembrança dos que amamos para além das estrelas!

Foto: não foi possível determinar a origem e autor

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

IMSLP - Partituras no domínio público

O mercado de partituras rende milhões aos cofres das editoras, pois todo ano publicam e reemprimem obra clásssicas que há muito estão no domínio público. Ou seja, ganham com uma partitura que foi escrita a mais de 300 anos, sendo que a Lei diz que o direito autoral dura 70 anos após a morte do compositor. Assim, quando você vai comprar o opus 10 de Vivaldi por exemplo, paga a cada exemplar uns $150 no mínimo, depois o governo ainda coloca um imposto terrível em cima. Resultado: ninguém consegue comprar partituras e ficam fazendo cópias de tudo!
Por outro lado, quando se imprime se gasta dinheiro com tinta, que é um absurdo de caro! Resultado: Somos duplamente roubados! Não temos saída!

Mas agora temos! A solução é o site: http://imslp.org/wiki/Category:Composers que faço questão de divulgar. Aqui você vai encontrar muitas partituras, inclusive algumas que só vai achar em museu.

Quanto a tinta, veja o artigo que escrevi sobre isso. É possível pagar 20 reais em um litro de tinta e carregar em casa.


Um abraço e bom proveito!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O aprendiz





Martelava a tralha com as tachas o avô
E o menino, com a mãozinha, o imitava.
Enquanto batia, pregava o Pierrô,
Costurava as beiras dos cestos, a piaçava,
Ia dando alguidar forma ao seu balaio
E o menino repetia, imitava o seu aio.


Um dia, o avô, de tão contente que ficou,
Vendera, pois, muitos balaios de palhinha,
Um martelinho pro sabido menino comprou,
Sorridente e saltitante o rapazinho endemoninha,
Tudo que vê, sai pregando, pela frente,
Até que lhe acontece um pequeno acidente.


A dor oprime da martelada no dedão,
Um choro descontente, e a alegria? toda se esvaiu.
Aí se achega de repente o vovô ao chorão,
Dá um soprinho na pobre criança tão pueril
E de tal ternura que a ferida cura com graça,
Diz: - Não foi nada minha criança, a dor já passa!



©Wagner Ortiz - reg. 178-3/299-3
Todos os direitos reservados
Reg. Sistema da Biblioteca Nacional  

domingo, 19 de setembro de 2010

Vestido Vermelho


Lindo o vermelho,
Mais lindo o sorriso,
Ainda mais lindo a alegria,
E nada supera o doce, o singelo,
O escondido atrás da alma!



©Wagner Ortiz - 2010

BN -Reg. 178/2-299-3

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Rir e fazer verso



Sabe,
Estes dias não foi de verso pra mim,
E olha que tentei!
Eles me escapam,
Nenhunzinho aparece,
Nenhum ritmo,
Nenhuma rima,
Nada!

0!

Fazer o quê?

Nada.
Somente esperar que eles venham,
Daí nas tardes fagueiras
Quem sabe poder rir.
Então me façam sempre sorrir.
Riamos agora, versos danados!

©Wagner Ortiz - 2010
Em homenagem a Mírian Warttusch

Mingau, o gato

<
div style="text-align: justify;">2ª da Série crônicas ligeiras:




Meu gato Mingau era muito inteligente e carinhoso. Vivia me seguindo pela casa e adorava sua velha almofada. O danado podia prever quando alguém ficaria doente, ou morreria. Simplesmente olhava fixamente a pessoa e depois de alguns dias esta ficava doente, ou pumba! morria!. Era um gato "premonitório"! Naquela manhã fui apanhar o pão na cestinha perto do elevador, Mingau me acompanhou, de repente nos deparamos com a vizinha, que era uma velhinha de 85 anos e morava no 45. Mingau a fitou, e, alguns minutos depois, ouvi o SAMU em frente ao prédio. Impressionante a premonição! Passado susto, enquanto tomava café perplexo, ele ronronava na barra da minha calça tranquilo e carinhoso quando, sem mais nem menos me fitou! Pensei, gelei! Putz!

©Wagner Ortiz -2010
Foto: http://www.muitosgatos.com

terça-feira, 7 de setembro de 2010

José Pintor by Wagner Ortiz



José de Almeida Pinto era um homem honesto, passava maior parte do tempo pintando seus quadros. Não era violento, nem um homem dado a bebedeiras e jogatinas. Sua mulher era bem mais nova que ele e os dois se davam muito bem. Um dia uma lata de tinta caiu em sua cabeça e ficou no hospital por três dias. Então, depois disso, José começou a beber muito, gritar com a mulher e apostar tudo nos jogos de cartas. Tempos depois sua mulher o deixou. E não pintava mais. Não vivia. Era um homem infeliz. Até que um dia entrou em um jogo e apostou todo seu dinheiro. Ganhou! Porém, o perdedor o agrediu com um golpe na cabeça. José ficou novamente três dias no hospital. José voltou a ser honesto, trabalhador e sua mulher o aceitou novamente, porém um mês depois José sofreu um infarto e morreu.




©2010 - Wagner Ortiz

Imagem: ©Ernesto Gonçalves (http://interartes.blogspot.com)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Palavras infelizes

Todos sabem que o português não anda muito bem no Brasil. Com tantos analfabetos funcionais, o tema foi muito explorado na internet, assim temos sites especializados em colecionar as famosas "pracas" que são casos para muito riso. Porém, isso só revela como anda fraco o domínio da língua, principalmente a escrita. Erros todos nós cometemos, mas nos casos publicados os erros são crassos.

Notemos que as causas são as mesmas de sempre: o nível baixíssimo das escolas públicas, a banalização da informação com o "Crtl+V", falta de noção da adequação linguística e a falta de reflexão para entendimento das ideias de um texto.

A solução para tal comprometimento para com a língua está em propostas como os programas de "leituras públicas", ou seja, projetos que pretendem incentivar a leitura oferecendo pontos de leitura pela cidade, assim qualquer lugar poderia ser uma boa hora para ler e aprender mais. Um exemplo disso é um funcionário de um açougue que, descobrindo a leitura, resolveu montar uma biblioteca para oferecer as moradores de seu bairro a mesma sorte que teve: conhecer os livros. Em seguida, com mais de dois mil títulos na biblioteca, resolveu fazer mais, montar uma mini biblioteca em alguns pontos de ônibus do seu bairro, assim obteve o apoio da população e luta para incentivar as pessoas a descobrirem os benefícios da boa leitura.


Algumas infelizes:

ACIDENTE NA BR22: Carro de mulher só dá a seta dianteira e causa acidente a um caminhoneiro. (Sem comentários)

FESTA JUNINA: Pau de sebo cai na banda e machuca músicos. (coitada da "banda" dos músicos, ai!!!)


PROMOÇÃO: Chupe dois picolés, e ganhe uma rosquinha doce do padeiro. ( Depois não sabem o porquê dizerem que padeiro queima a rosca!)


CAMPANHA: "Sua vida não vale uma dose"


CLÁSSICAS:


Corto cabelo e pinto.
Família muda vende tudo.
Redusa a velocidade.


SE BEBER
NÃO DIRIJA
REFLITA. (Depois da bebedeira, quem sabe!)



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Poeta caçador

Poeta caçador

Caço o indizível,
O crespúsculo-ser,
Uma chispa da chama
Que arde no olhar,
No sorriso,
Na beleza.


Traduzo-a
Por ser poesia
Por ser música
Por ser beleza
Por ser cor
Por ser sabor,
E por ser perfume da flor,
Singela flor carmim
Que carrega toda paixão!


©Wagner Ortiz
Todos os direitos reservados ao autor
REG. BN 178/02-299/3

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Poeta José Donizete



O amigo José foi meu companheiro na faculdade. Começou a escrever lá no curso. Assim o incentivei e o homem se transformou em uma máquina de fazer poesias bonitas. Além disso ele é um ótimo desenhista, faz desenho técnico e artístico. Um caro amigo! Confiram mais do trabalho dele no site:

http://sitedepoesias.com/poetas/José+Donizete+da+Silva


Carnalvalização


A carnalvalização

Tomou volume

E ganhou conceito.



Penetração automática

Numa rapidez fingida

Polifolia carnal.


Há máquina em nós agora

Soma com as outras somas

Ela em sua trajetória

Carnal polifolia.


Sexo de mais

Sexo de menos

Carnalvalização de

Quem pode mais

Quem pode menos.


E o amor,

Como fica?


Sugiro a essa

Polifolia banal

Que entre adentro

Todo o lixo do luxo

E perpasse suas entranhas.

©Doni


O quadro

Lá estava o quadro emoldurado

Nunca reparei estava lá há muito.

O que retratava, fui apreciando

Aquela bela obra, que bom gosto,

Uma grande produção eu comparo

As portuguesas de Nuno Crespo.

Carregada de amor... Amor pleno

Belas orquídeas e o amor perfeito.

Um dia... Encontrei o meu coração

Com belas orquídeas por todo lado.

Achou que eu já havia deduzido

Suas flores preferidas no quadro.

©Doni
06/03/2010

domingo, 22 de agosto de 2010

Zilio: Fotógrafo e Escultor



Pesquisando e navegando pelos imensos mares da net pude achar um grande tesouro da arte. Um fotógrafo muito interessante, apaixonado pela natureza e por Jesus. Em suas esculturas retrata passagens bíblias e seu olhar é singelo e doce. Na fotografia Zilio deixa sua marca, preferência pelo colorido e deslumbrante. Adorei! Confiram a arte desse artista humilde já que poucas informações encontrei dele. É um prazer divulgar suas obras e o mínimo que posso fazer!

Site: http://www.flickr.com/photos/oiliz/

Alguns trabalhos:
CréditosTodos os direitos reservados a ©ZILIO 2010

©ZILIO
Ipê ©ZILIO
Passagem da Mulher Samaritana - ©ZILIO

Jesus de Nazaré - © ZILIO

©ZILIO

Não parece um peixe? - ©ZILIO

Um abraço e parabéns ZILIO!!!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Erradicação da ignorância na CCB

A ignorância, bicho feio, é infelizmente a chave mestra na CCB. Junto com a hipocrisia que gera um pensamento alienado a um sobrenatural que é pura enunciação - manipulação pela intimidação -autoritarismo e exclusivismo. Assim, cegam as pessoas para que sigam suas leis, acreditando ser um cidadão especial, usando rituais e linguagem especial para se distinguir dentre as outras igrejas e pessoas.


É um abuso de poder, da palavra de Deus, que, segundo a CCB, só é verdadeira nos seus púlpitos, entretanto, da boca de seus ministros saem as maiores torpeza, pois são ignorantes a respeito de muitas coisas. Seus membros discutem "doutrinas básicas" que o autor de aos Hebreus intensificou para os Judeus: não façam isso, saiam dos primeiros rudimentos. Mais a SUPREMACIA é uma história antiga, principalmente para os que se alegam especiais.


É uma pena, pois há pontos muito louváveis na CCB. Uma ordem impecável, se não fosse pela ditadura, seria ótimo. A reverência, se não fosse pela ritualização, estaríamos no céu. As orquestras, não pela qualidade, mas pela intenção, se não fosse a ignorância, taxações e proibições teríamos várias orquestras com nível altíssimo, pois muitos músicos são formados. O zelo e respeito pelo irmão, colega de grupo social, mas pena que não é com todos. O respeito pela palavra, pena que não é para com a palavra de Deus que ecoa em todos os lugares, e sim por objetos inúteis e não pela palavra eterna que subsiste ao tempo como disse o mestre: "minhas palavras nunca passarão"; e muitas outras coisas...


Agora, o lamentável é a acepção de pessoas. Isso é inaceitável! E muito pior é propagar que não há necessidade de estudar a palavra, sendo que o próprio Jesus deu ordem para isso:


Jo 5:39 "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim."


E o dicionário elucida a questão:


examinar
e.xa.mi.nar
(lat examinare) vtd 1 Proceder ao exame de, inspecionando atenta e minuciosamente. vtd 2 Estudar, meditar a respeito de; ponderar: Examine bem o assunto. vtd 3 Investigar a aptidão ou capacidade de: Examinava com rigor os candidatos. vtd 4 Interrogar (o candidato ou examinando). vtd 5 Observar: Examinar os outros. vpr 6 Fazer exame de consciência, observar-se com atenção: "Examine-se, pois, a si mesmo o homem..." (l.ª Epístola de São Paulo aos Coríntios, 11, 28 — trad. do Pe. Matos Soares). vtd 7 Inquirir (testemunhas) sobre a verdade de. vtd 8 Apurar, provar; verificar. vtd 9 Med Inspecionar visualmente ou por outros meios para diagnosticar doença ou anormalidade.


E os Bereanos:


Atos 17:11 Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim.


Essa ignorância pode ser apurada de fato, pois os congregados mal conhecem sua própria língua e muitos são analfabetos funcionais. A prova cabal é a verificação da palavra "pródigo" em Lc 15, ou "cirandar" em Lucas 22:31. A maioria não sabe o significado.


É uma pena, pois a CCB tem tudo para ser uma ótima comunidade cristã. Não fosse pelo germe pútrido de Louis Franciscon de intolerância, de exclusivismo, de ignorância teológica e de sua técnica retórica dualista essa organização já haveria alcançado uma evangelização mundial. Mas ao contrário disso, é um grupo restrito de discurso estagnado e propagador de uma mensagem intolerante e sectária.


Mas porque tudo isso? Simples, pois a manipulação, ritualização, sacralização, exclusivismo, autoritarismo, supremacia em prol de um sobrenatural inexistente, ou seja, baseada sobre prerrogativa de que o próprio intérprete da palavra recebe revelações igualmente ou tão superiores quanto a palavra de Deus, pois a modifica. Assim, o oráculo é assinado pelo dom, expressa confiança, que é parte do contrato fiduciário e o dom garante a manipulação e a alienação dos adeptos dessa ideologia. Enquanto o texto sagrado diz: "E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas." I Cor 14:32




Religião é o opio do povo

" Marx, Kant, Herder, Feuerbach, Bauer, Hess e Heine."

A religião pode fazer suportável [...] a infeliz consciência de servidão... de igual forma o ópio é de boa ajuda em angustiantes doenças.




"A verdadeira maneira de se enganar é julgar-se mais sabido que outros."
(François de La Rochefoucauld)




"Os verdadeiros caráteres da ignorância são a vaidade, o orgulho e a arrogância." (Samuel Butler)




"O pior da ignorância... é que... à medida que se prolonga, adquire confiança." (Autor desconhecido)

Cristão sim, ignorante não!



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Stalingrado, II Guerra: Sonho

Hoje durante o sono da madrugada tive um sonho, geralmente tenho sonhos interessantes, digo assim pois sonho que estou em lugares e participando de uma história. Na verdade esses sonhos são histórias, contos que minha cabeça cria enquanto estou dormindo, então depois as escrevo, nem sempre, mas escrevo as histórias que sonho. Desta vez sonhei que era um menino vivendo na Rússia, que durante a segunda guerra mundial tenta fugir dos soldados alemães assassinos.

Na verdade minha vida era uma maravilha antes da guerra, vivia numa cidade pequena com a família. A vida era simples e minha família trabalhava com artesanato. Todos os dias pegava a flauta e ia tocar as margens do Lago próximo da minha casa. A paisagem era linda, magnífica, e toda essa grande visão da natureza moldou minha personalidade e sensibilidade. Era a liberdade! O ar frio no rosto, as folhas marrons e amareladas no chão, o azul do lago na imensidadão de luz, me sintia uma picelada no meio da tela pintora natureza.

Em 1938, papai resolveu sair da cidade para criar um negócio na em Stalingrado, onde havia uma feira de artesanato anual, e para onde íamos todos os anos vender. O papai pensava em melhorar de vida, e assim  nos mudaram para um cortiço no subúrbio da cidade.

A vida nova foi difícil. Eu tinha um sentimento de culpa, um peso, uma sensação de perda. Já não sorria, não vivia em liberdade, mas sempre atento, preocupado, já não tocava a flauta, e não via mais a beleza da natureza e as cores da vida. Logo comecei a praticar o artesanato para ajudar a família e a fazer pequenas peças em argila.

Depois da revolução russa, a vida não era fácil, e tudo tinha seu peso exatamente certo, não havia modo de prosperar, mas isso era o sonho de todos. Porém, com os rumores de guerras de uma Europa conturbada as pessoas viviam com muito medo, e em 1939, e desentendimento entre os homens se acentuou e a guerra começou de maneira fugaz. A vida se tornou uma loucura, e todos viviam com medo. Os homens e os mais jovens eram convocados, assim meus irmãos foram para o segundo batalhão das forças do exército russo.

A cidade de Stalingrado havia prosperado as margens do Volga, porém a cidade estava em estado de alerta, pois as tropas de Hittler avançavam e os bombadeiros sobrevoavam cidades russas. Em 1941, já era um rapazinho com 11 anos, a vida estava muito difícil. Para comer e se aquecer tínhamos que queimar os artesanatos, quadros, e outra coisas como ferramentas e utensílios. Comíamos água de batata cozida no mesmo fogo que nos aquecia. E todo os dias a cidade entrava em estado de alerta contra os ataques. 

Minha mãe foi obrigada a trabalhar duramente em uma fábrica de munição, que fora criada às pressas, mas o trabalho era semi-escravo, e ela se sentia tão cansada que mal podia cuidar de nós. Em uma noite ela não voltou, e depois disso ficamos abandonados. Ninguém nos avisou de nada, e as cartas que vinham de meus irmãos e pai, não podíamos ler, pois nunca tínhamos entrado em escola desde 1937. A vida estava se esvaindo, e minhas irmãs estavam doentes.

Em uma certa noite, em outubro de 1942, os zunidos foram fortes, as bombas caíam, e os estrondos eram colossais. As casas começavam a desmoronar e a fumaça a invadir todos os lados. Os soldados começaram invadir a cidade e as nossas forças a revidar com morteiros e tropas. Mas não foi fácil manter o inimigo afastado, logo pela fresta da janela vi os soldados entrando na cidade, gritando pelas ruas e os nossos soldados em desespero fugindo. Não havia mais casas do outro lado, haviam caído com as explosões. E então os soldados alemães fizeram guaritas e passaram a controlar a cidade.

Uma das minhas irmãs dormiu e não acordou mais. A outra estava muito fraca, e não podíamos sair de casa. Foi quando um grupo de soldados russos entrou em nossa casa, que resistia bravamente às rachaduras causadas pelo impacto das bombas. Eram dez soldados em 2 pequenos cômodos. Não diziam nada, apenas empunhavam pequenos revólveres e olhavam freneticamente pelas frestas da casa.

Naquela tarde cinzenta, choveu mais uma vez bombas, e a casa começou a desmoronar, os soldados foram descobertos pelas patrulhas que vasculhavam as casas das região, foram rendidos e assassinados, não via minha irmã. Quando capturavam os soldados entrei num canto apertado, um cômodo estreito e baixo da casa, fiquei atento e quieto. De repente ouvi gritos, as paredes desmoronaram por completo e os inimigos nos abandonaram. Fui salvo, mas as paredes onde estava começaram a ceder. tinha pouco tempo para tentar fugir. A janela começou a ceder e os vidros estouraram, então a armação cedeu, a parede começou a ceder. Tentei ir pelo cômodo central mais não havia mais espaço, pensei em salvar a flauta, mas o monturo havia obstruído a passagem e topei com uma perna no meio dos escombros. Voltei e olhei pela fresta onde havia a janela, os soldados me viram e gritavam, então pulei, e logo em seguida tudo veio abaixo.

O soldado me pegou, me levou devagar, eu estava com muita fome, então caí. Vi os tanques roncando pelas ruas, enormes! Ele me levantou e me deu uma parte de sua barra de ração. Depois, me colocaram em um veículo repleto de crianças e pude ver minha irmã caída no fundo. O caminhão foi pela estrada destruída, mas logo que saiu da cidade foi abordado pela resistência. Houve tiroteio. Os soldados do comboio foram mortos pelas últimas balas dos russos. Rapidamente tomaram os veículo, socorreram as crianças feridas, algumas estavam mortas, e seguiram. Entramos na floresta, depois conseguimos fugir para uma cidade pequena onde fomos salvos. Eu e minha irmã fomos deixados com uma família do local, e depois de 3 anos de infernos todos nós resistimos.

Anos mais tarde comecei a ensinar as crianças do local. Minha irmã se casou e foi para outra cidade. E hoje, depois de tudo, ainda me lembro da minha pequena casa perto do lago, onde me sentia uma pincelada na exuberante paisagem da natureza, que agora conta dos restos militares que ficaram no local.

Puf!

Bem, final do sonho e de volta a realidade!

 ©Wagner Ortiz

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ordem dos Músicos do Brasil



Homenagem aos amigos: Ronaldo Camilo, Carrasqueiras e Décio Pignatari

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Galeria Art Decorum

Ao verificar um email sobre pintores ucranianos cheguei até essa galeria Art Decorum que reúne trabalhos de pintores de origem polonesa. Vale a pena ir a galeria e conferir alguns trabalhos:


http://art-decorum.pl/


Romuald Wiśniewski - Macierzyństwo 6Author: Romuald Wiśniewski
Title: Parenthood 6
Year:
Size: cm
Technique: Bronze, granite Impala
Sculpture's code: AD732
Price: Ask



Romuald Wiśniewski - TorsikAuthor: Romuald Wiśniewski
Title: Little Torso
Year:
Size: 12x25 cm
Technique: Bronze, granite Impala
Sculpture's code: AD615
Price: Ask



Franciszek Bunsch - ZasłonaAuthor: Franciszek Bunsch
Title: Curtain
Year: 1980
Size: 43.5x30.5 cm
Technique: Colourful woodcut
Picture's code: AD154
Price: Ask



Jerzy Treit - O dwóch takich co ukradli księżycAuthor: Jerzy Treit
Title: Such Two Who Have Stolen the Moon
Year: 2002
Size: 80x80 cm
Technique: Oil on board
Picture's code: AD1193
Price: Ask



segunda-feira, 26 de julho de 2010

Calvário

Calvário
Plena dor mancha os céus com feroz breu
Qual cegueira cruenta de pavor
De toda alma despida de favor
E o fulgor das alturas se escondeu.


No Caveira meu pão, meu vil pecado!
Estás erguido, cravado, trucidado!
Tua morte traz vidas com farturas
De maneira atormentar as sepulturas.


Do teu brado supremo a Terra treme,
Pois teu corpo ensangüentado aflito
Violenta as correntes de quem geme.


Oh Impávido! É a morte quem teme,
Pois entraste no seu seio maldito
E debaixo saíste com seu leme.

©Wagner Ortiz

Áudio: 

Música: Parsival by ©Ubiratan Sousa
Licença para usar a obra concedida pelo autor.
Imagens: não encontrei os créditos

domingo, 25 de julho de 2010

MPB: Surra "na" Bunda e o comprador de ferros



A MPB já foi um tanto discriminada no passado em seus primórdios. Em 1860, ouvia-se uma mescla de música européia com alguns ritmos afros e indígenas, assim com o flautista Antonio Callado nasce o expoente máximo da brasilidade O CHORO. Assim, depois de cair no gosto popular, não era difícil depois de 1900 ouvir um conjunto regional executando choro e os nomes de Chiquinha Gonzaga, Noel Rosa, Ademilde Fonseca, Lamartine Babo, Ari Barroso, Carmem Miranda, etc. Nesta época os cantores expressam o samba, a modinha, a marchinha, marcha rancho, etc. em interpretações muitas das vezes baseada na "voz de ópera" da "rival", ou próxima, "mater" música erudita. Um questão importante essa última, pois nossos compositores eram estudantes dos conservatórios, conheciam harmonia, contraponto, e desfrutavam das obras dos grandes mestres, ou seja, bebiam em fonte segura! Então, por mais popular que fosse o movimento musical sempre houve um respaldo erudito.

O nível de sosfisticação da MPB depois de 1950, com Jobim, Garoto e a turma da Bossa, foi tal que acusaram os compositores de americanização, ou "jazz-inização", desta maneira podemos ouvir harmonias intrincadas, não mais das tríades e sétimas dominantes monótonas, mas a brilhante e abundante ousadia dos acordes de 5 sons, ou mais!!!

Esse nível, produziu muito respeito, sobretudo com Jobim e as novas gerações como Caetano, Gil, Chico Buarque, Tiso, Lobo, etc. que tornaram a MPB em música erudita de modo literal. Tamanha proeza tornou  a MPB em música culta e hoje quando se usa o termo, preserva-se algo intocável para se diferir das composições feitas após 1985.

Depois dos anos 80, a MPB entrou na fase da decadência, assim para atender ao mercado se gravavam milhares de besteiróis como a mania da rebolar da Gretem,  a Lambada de Beto Barbosa  e outras pataquadas. Não que nos anos anteriores não havia esse mercado negro musical, mas havia uma consciência e tradição que mantinha o nível.

Já na fase negra, nos anos 90 com a música jovem, o "pagode" e "sertanejo", se é que podemos chamar assim, esses movimentos "vender a qualquer custo", acabaram com artista de peso, a mídia já não mostrava os bons trabalhos, pois priorizavam (continuam priorizam o lixo cultural) grupos como TCHAN, Molejão, Só pra contrariar, etc. Assim nomes como Ed Mota tentam subsistir, mas só encontram reconhecimento no exterior.

Atualmente estamos na fase do TERROR, de 2000 a 2016, vemos a influência da música eletrônica e do Funk, e um forte mercado e a MI ("mídia ignorante") alimentando esse lixo atômico. Além da péssima qualidade musical e poética, essa produção extremamente capitalista traz um conteúdo nojento, os movimentos "vamos se acabar na balada", "liberou geral", ou com todas as letras "VALE TUDO" ou Egolatria e Hedonismo.

Após a DANÇA DO CRÉU, a última medonha produção conhecida como SURRA DE BUNDA, deixa-nos em um novo cenário: o APOCALIPSE da MPB! E não a produção desse lixo cultural não para de crescer. E falando em final dos tempos, já ouviram falar do comprador de ferros?



Uma senhora indignada com a Surra de Bunda diz à outra:

- Sabe, daqui uns dias vai aparecer uma música ENFIA O PAU!!!

- Tá demais né!!!! É um lixo!!!

- O Apocalipse começou e ninguém avisou!

- Não sei para que serve essa merda! Espero que leve toda essa cambada para o inferno!!!

- Sabe, um moço trabalhava em um depósito de materiais de construção. Um freguês, homem estranho, comprava muito vergalhão de ferro, todos os dias. Um dia o vendedor perguntou: "Meu, pra que você usa tanto ferro?" o cara respondeu: "Você vai saber em breve!" - O vendedor ficou boiando e não entendeu, mas deixou pra lá. 

 Chegada a noite, o vendedor de ferro saiu o mais rápido que pode para o baile FUNK, onde se acabava até quase raiar o dia!!

Com essa vida esculachada, sem dormir e se alimentar bem, um dia acabou morrendo e foi parar em uma das salas de espera do purgatório!

Logo que chegou aos seus aposentos, recebeu uma caloroso bem-vindo do camareiro. O vendedor viu uma grande quantidade de ferro em seu quarto, quase não havia espaço na ampla sala, só sobrando o espaço da cama e um corredor estreito, curioso perguntou: "Porque aqui tem tanto ferro?" Quando percebeu quem falava com ele, o camareiro, era o cara que comprava o ferro na loja. Deixou de conversa, sentou-se na cama e cansado deitou de bruços. Quando o camareiro tirou o chapéu revelou-se os chifres! E o pobre vendedor está tomando ferro na bunda até hoje tentando purgar seus pecados!!!! O pobre era um ouvinte de FUNK. 

Cuidado!!! Senão a Surra "na" Bunda vai ser feia!!!

Foto: não encontrei os créditos. © ? do autor!

Capela Sistina


Por indicação de Celso Mathias, A Capela Sistina vista em 360º
Acesse e vislumbre os afrescos do mestre:

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Rima com hipopótamo existe?



Sr. Hipotótamo
Pergunta ao caxinguelê,
Menino Serelepe,
Peludo indiscreto:

- Rima com hipopótamo existe?

- Deixe-me tentar:
Um bom miopótamo
Do Zoo de Otamo
Ri do hipopótamo!

Cara sissuda,
Fuço empinado
Discurso ignoto
Nada discreto.



Responde o popotão:

- Um tanto esdrúxula
Rima excêntrica
Um estapafúrdio,
Coisa antípoda!!

Tanto cacófaton
E nada bíparo,
Um cavicórneo
Septadáctilo!

Surreal Dali,
Igual seus probóscides
Grafados bísaros
Em telas feníxoras!!!

- Quêêêêêêê?????!!!!
"Exclaperguntou" aploplético.
Então, nada disfônico,
Escancarando a bocarra diz o popotão:


KKKKKKKKKKKKKKKKK!

- "Deixa disso camarada"
Que  coisa mais chata!!!
Chama-me  zovo
Que rima com ovo!


 
Em homenagem a Flávio Benedito!


©Wagner Ortiz
© Todos os direitos reservados